Servidores da UFMT e UFR Iniciam Greve por Tempo Indeterminado
Os servidores técnico-administrativos das universidades Federais de Mato Grosso (UFMT) e Rondonópolis (UFR) deram início, nesta segunda-feira, dia 13 de abril, a uma greve por tempo indeterminado. Essa paralisação faz parte de um movimento nacional promovido pela Fasubra e tem como principal objetivo exigir o cumprimento integral do termo de acordo estabelecido no final da greve de 2024, além de outras pautas ainda sem resposta por parte do governo federal.
A assembleia geral que aprovou a greve foi realizada na manhã de hoje e organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (SINTUF-MT). O evento contou com a presença de 292 pessoas em Cuiabá, com representações de seções sindicais de Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis. Também estiveram presentes membros das bases de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). Nos demais locais, a participação foi de 29 em Araguaia, 37 em Sinop e 35 em Rondonópolis, demonstrando um apoio significativo à decisão de greve.
Impactos Diretos da Paralisação nas Universidades
Marillin de Castro Cunha Tedesco, coordenadora regional do SINTUF-MT, destacou que a paralisação afetará diretamente os serviços que garantem o funcionamento das universidades. Um dos primeiros impactos é o fechamento da biblioteca da UFMT, que não atenderá mais ao público a partir de hoje. Já o Hospital Veterinário e o hospital universitário irão operar com apenas 30% da capacidade, conforme os serviços essenciais que foram definidos.
Segundo Marillin, “o eixo central da greve é o cumprimento integral do termo de acordo de greve de 2024, onde muitos pontos ainda permanecem sem atendimento”. Ela esclareceu que, embora o restaurante universitário não seja afetado devido à sua terceirização, outros setores vitais da vida acadêmica e administrativa serão comprometidos. Isso inclui secretarias, emissão de diplomas e certificados, tramitação de processos, apoio a laboratórios e preparação de aulas.
Comando de Greve e Negociações com o Governo Federal
O SINTUF-MT também anunciou que um Comando Local de Greve já foi constituído. Este grupo será responsável por divulgar a lista de setores que continuarão em funcionamento com 30% de capacidade durante a greve. Além disso, o comando terá a tarefa de analisar solicitações excepcionais de unidades que necessitem de atendimento para atividades consideradas indispensáveis.
Em uma etapa importante do movimento, cinco representantes dos trabalhadores de Mato Grosso foram escolhidos para integrar o Comando Nacional de Greve, em Brasília. Esses representantes participarão diretamente das negociações com o governo federal, buscando uma solução para as reivindicações. Até o momento, a direção sindical não estabeleceu uma previsão para o término da greve, que será avaliada periodicamente pela categoria em novas assembleias.
