A Greve dos Servidores Técnico-Administrativos da UFMT
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) deram início a uma greve nesta segunda-feira, 13 de novembro. O movimento busca a valorização da carreira, a recomposição de direitos e melhorias nas condições de trabalho. Importante ressaltar que essa paralisação tem caráter indeterminado, mas, segundo informações da universidade, não impactará as aulas nem os serviços essenciais prestados à comunidade acadêmica.
A reportagem do g1 tentou contato com a UFMT para obter uma posição oficial sobre a greve, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
Mobilização e Atividades da Greve
O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior de Mato Grosso (SINTUF-MT) anunciou que, em Cuiabá, a atividade do comando geral de greve acontecerá na sede do sindicato, localizada no campus da UFMT. Essa mobilização incluirá também os servidores das unidades do campus de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM).
Em municípios como Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis, os servidores devem se reunir nas respectivas Seções Sindicais para discutir as diretrizes da greve e as suas demandas.
Durante a assembleia que sinalizou a adesão à greve, realizada no dia 7 de novembro, foram discutidos temas relevantes para a categoria. A atividade contou com a presença de 259 sindicalizados em Cuiabá, além de 33 em Barra do Garças, 39 em Rondonópolis e 23 em Sinop. O encontro foi considerado fundamental para organizar a luta dos trabalhadores em Mato Grosso e incluir a análise da conjuntura política local e nacional.
Além disso, um dos pontos centrais da assembleia foi a criação do fundo de greve, que visa auxiliar os servidores durante a paralisação, bem como a formação do Comando Local de Greve. Outro aspecto importante discutido foi a eleição de representantes que participarão da instância nacional do comando de greve.
Desdobramentos da Greve e Expectativas
A adesão à greve reflete as insatisfações acumuladas entre os servidores, que reivindicam garantias e atenção às suas condições de trabalho. As expectativas são de que a mobilização traga visibilidade às suas demandas e pressione a administração da universidade a oferecer respostas concretas. A luta por valorização e por melhores direitos é uma constante entre os profissionais da educação, e essa greve pode ser um marco na busca por melhorias no setor.
Os desdobramentos dessa paralisação serão acompanhados de perto, tanto pela comunidade acadêmica quanto pela sociedade em geral, uma vez que a educação pública enfrenta desafios significativos em termos de financiamento e valorização dos profissionais que nela atuam.
