Crescimento de Casos de Vírus Respiratórios em Cuiabá
Cuiabá e o estado de Mato Grosso estão enfrentando um aumento significativo na circulação de vírus respiratórios. Dados recentes, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta sexta-feira (10 de abril) e pela Fiocruz na quinta-feira (9 de abril), apontam para um cenário preocupante, com um notável crescimento de casos graves nas últimas semanas.
O boletim epidemiológico da SMS revelou um aumento expressivo nos casos de influenza, passando de 71 casos em 2025 para 830 em 2026, resultando em uma impressionante alta de mais de 1069% entre as semanas epidemiológicas 1 e 13. Enquanto isso, a Covid-19 apresenta uma redução considerável, com Caiúba registrando 97 casos em 2026, o que configura uma diminuição de 90,39% em comparação ao ano anterior.
Internações por SRAG Chamam a Atenção
Apesar da queda nas notificações da Covid-19, o número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é alarmante. Até a semana 13, foram registrados 512 casos hospitalizados, resultando em 55 mortes. A taxa de mortalidade entre os casos que evoluíram para internação atingiu 2,12% entre os residentes. Dentre essas internações, 122 estavam associadas aos vírus influenza A e B, com cinco óbitos, enquanto a Covid-19 foi responsável por 21 internações e quatro mortes.
As crianças pequenas são as mais afetadas, com a faixa etária de 0 a 6 anos liderando as notificações de influenza em Cuiabá, somando 409 registros. Adultos entre 15 e 59 anos também estão entre os grupos mais impactados.
Estado de Alerta em Mato Grosso
No cenário estadual, os dados do InfoGripe indicam que Mato Grosso se encontra entre as unidades da federação com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. A capital, Cuiabá, destaca-se entre as cidades brasileiras que apresentam crescimento sustentado de casos graves nas últimas seis semanas, junto a capitais como Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.
Essa tendência em Mato Grosso se alinha a um padrão observado em outras regiões do Brasil, especialmente no Centro-Sul, onde os casos graves relacionados à influenza A continuam a aumentar. O vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas, também tem mostrado crescimento em estados do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso.
Cenário Nacional e Tendências de Longo Prazo
A nível nacional, o Brasil vive um momento de estabilidade ou oscilação nos indicadores de saúde, com uma recente queda em alguns deles. No entanto, 13 das 27 unidades da federação continuam em níveis de alerta ou risco para SRAG.
Nos últimos quatro semanas, o rinovírus foi o agente mais prevalente entre os casos positivos, respondendo por 40,8% das infecções, seguido pelo influenza A (30,7%) e pelo vírus sincicial respiratório (19,9%). A Covid-19, embora ainda presente, representou apenas 6,2% das infecções nesse período.
Entre os óbitos, tanto a influenza A quanto a Covid-19 continuam a ser as principais causas, com um impacto significativo sobre a população idosa. A vigilância constante e ações eficazes são essenciais para conter a disseminação desses vírus e proteger a saúde da população.
