A Nova Era da Gestão Empresarial
A DBCORP, uma empresa de tecnologia com sede em São Paulo e mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de sistemas de gestão para indústrias e distribuidoras, anunciou o lançamento do Neural Enterprise System (NES). Este novo produto foi apresentado oficialmente em 23 de março de 2026 e representa uma mudança significativa no posicionamento da empresa no mercado de tecnologia corporativa. O NES integra inteligência artificial (IA) aos processos de gestão, visando atender empresas com operações de alta complexidade, como indústrias e distribuidoras.
O lançamento do NES ocorre em um contexto de expansão do setor, conforme um levantamento da Precedence Research, que projeta que o mercado global de sistemas de planejamento de recursos empresariais (ERP) deve alcançar US$ 110,15 bilhões até 2034, com uma taxa de crescimento anual de 7,1%. Esse crescimento reflete uma tendência crescente de adoção de IA nas empresas.
Uma pesquisa da Rimini Street, divulgada em dezembro de 2025, revelou que 44% dos líderes empresariais consideram a IA e a automação capacidades essenciais para o futuro próximo. Embora 97% dos executivos afirmem que seus sistemas ERP atuais atendem às suas necessidades, cerca de 23% do tempo das equipes ainda é despendido na manutenção dessas plataformas, limitando a inovação. No Brasil, o Instituto IDC, citado pela Alura, estima que os gastos com IA devem ultrapassar US$ 2,4 bilhões em 2025, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior.
Origem e Desenvolvimento do NES
O desenvolvimento do Neural Enterprise System começou após o fundador da DBCORP, Diego Dall’Oca, concluir uma formação avançada no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Esta experiência em uma das instituições mais renomadas do mundo em ciência da computação e inteligência artificial foi fundamental nas decisões técnicas do projeto, que levou anos para ser concluído e foi pensado para empresas com operações de grande volume e complexidade. A plataforma foi estruturada em torno de três pilares principais: integração de dados em tempo real, processamento por meio de modelos de aprendizado de máquina e automação de recomendações operacionais.
Diferente dos sistemas tradicionais de ERP, que apenas registram e organizam transações, o NES oferece um processamento contínuo dos dados operacionais, identifica padrões de comportamento e gera recomendações automatizadas para setores como compras, finanças, logística e produção. A DBCORP ressalta que o produto representa uma nova categoria de sistema de gestão, distinta do modelo de ERP convencional.
“O ERP foi a espinha dorsal da gestão durante décadas. O mercado atual exige antecipação, automação e inteligência contínua. O NES surge para operar nesse novo cenário”, afirma Dall’Oca.
Funcionalidades e Arquitetura do NES
Segundo a DBCORP, o NES proporciona a antecipação de rupturas de estoque e operacionais, otimiza margens por meio da análise de custos e demanda, automatiza processos críticos e integra diversas áreas da operação. A plataforma é oferecida como uma solução unificada, eliminando a necessidade de múltiplas integrações externas para as funções centrais de gestão.
A arquitetura técnica do produto inclui uma camada de cibersegurança e governança de dados, fundamental para a operação. Entre as características técnicas destacadas estão: criptografia de dados tanto em trânsito quanto em repouso, controle de acesso baseado em perfis hierárquicos, registros detalhados de auditoria, monitoramento de anomalias e compliance com marcos regulatórios, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas internacionais como a ISO 27001. A DBCORP enfatiza que essa estrutura foi projetada para atender a requisitos rigorosos de governança corporativa, incluindo a rastreabilidade das decisões para fins de compliance e auditoria.
“A segurança não é um produto separado, nem uma funcionalidade adicional no NES. Ela é a base. Todas as decisões de arquitetura foram feitas pensando em proteger os dados das empresas e garantir que a liderança tenha governança real sobre a operação”, destaca Douglas Santos, CIO da DBCORP.
Panorama do Mercado de IA
O crescimento do setor de inteligência artificial aplicada aos negócios é acelerado. De acordo com a Fortune Business Insights, o mercado global de IA deve aumentar de US$ 375,93 bilhões em 2026 para US$ 2,48 trilhões até 2034, com uma taxa de crescimento anual composta de 26,6%. Um relatório da mesma consultoria indica que o segmento de agentes de IA, que são sistemas autônomos capazes de executar tarefas complexas sem intervenção humana, deverá crescer de US$ 5,1 bilhões em 2024 para US$ 47,1 bilhões em 2030, com uma taxa de crescimento anual de 44,8%.
No Brasil, 67% das empresas consideram a IA uma prioridade estratégica em 2025, focando em otimização de operações e redução de custos, segundo dados do setor citados pela plataforma Alura. O governo federal anunciou investimentos de R$ 23 bilhões até 2028 em iniciativas de inteligência artificial, através de instituições como BNDES e Finep.
