Capacitação de Educadores para Inclusão de Alunos com TEA
A Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) lançou, nesta terça-feira, um novo Curso de Pós-Graduação e Formação Continuada. Este programa é voltado para a capacitação de profissionais da rede estadual que atuam no atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa, parte do Programa EducAutismo Mato Grosso, é um passo importante na promoção da educação inclusiva no estado.
O evento de lançamento ocorreu no auditório da Seduc, localizado em Cuiabá, e reuniu diversas autoridades, educadores e especialistas na área da educação inclusiva. Durante a cerimônia de abertura, os representantes presentes enfatizaram a necessidade de formação contínua para preencher as lacunas que ainda persistem na formação inicial dos professores.
A secretária adjunta de Gestão de Pessoas, Lucimeire Alves Cassiano, sublinhou que o investimento em qualificação é crucial para assegurar um atendimento mais humanizado e eficiente aos alunos com necessidades especiais. “Estamos fortalecendo nossos profissionais para que eles se sintam seguros e preparados no atendimento aos estudantes. A formação continuada é o caminho para transformar a realidade das nossas escolas”, afirmou Cassiano.
Paula Cunha, superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, destacou que essa iniciativa representa um avanço significativo na consolidação de políticas inclusivas. “A inclusão deve ser uma prática diária. Estamos estruturando a rede para que todos os estudantes se sintam acolhidos e tenham acesso a uma educação de qualidade, com estratégias adequadas às suas necessidades”, declarou.
O curso será ministrado pela Faculdade Pólis Civitas e abordará uma variedade de temas, incluindo diagnóstico, legislação e práticas inclusivas fundamentadas em evidências científicas. O objetivo é proporcionar suporte técnico e pedagógico, capacitando os profissionais a atenderem adequadamente as demandas de todos os alunos.
A programação do evento contou com a participação da professora doutora Viviane de Leon, coordenadora do programa e uma referência na área do autismo. Viviane enfatizou que a inclusão é uma responsabilidade compartilhada dentro da escola e não deve ser restringida apenas ao professor de apoio ou às salas de recursos.
Em sua fala, ela ressaltou a importância de alinhar a formação acadêmica com a realidade nas escolas. “Embora a formação inicial forneça bases importantes, os desafios do cotidiano pedagógico exigem uma atualização constante e aprofundamento, especialmente no que diz respeito ao atendimento de estudantes neurodivergentes. Precisamos de ferramentas que nos ajudem no dia a dia da sala de aula. A inclusão exige ação, não inércia”, concluiu.
