Análise do Endividamento em Cuiabá
A inadimplência nas famílias de Cuiabá apresentou uma leve queda nos primeiros meses de 2026, mesmo em meio ao crescente nível de endividamento. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), indicam que a proporção de famílias com contas em atraso caiu de 17,1% em novembro de 2025 para 16,1% em fevereiro de 2026.
Em contrapartida, 86,1% dos lares na capital mato-grossense relataram, ao menos, algum tipo de dívida. Essa porcentagem representa um aumento de 1,3 ponto percentual em comparação ao período anterior, totalizando cerca de 214,5 mil famílias nessa situação.
Uma análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) sugere que, apesar do crescimento no endividamento, a diminuição nas contas atrasadas pode indicar uma gestão financeira mais eficiente por parte dos consumidores. “O aumento observado em Cuiabá demonstra como as famílias têm buscado crédito para manter seus hábitos de consumo, principalmente em função das despesas típicas do início do ano”, explicam os especialistas envolvidos na pesquisa.
Principais Fontes de Endividamento
De acordo com a pesquisa da CNC, o cartão de crédito continua a ser o principal responsável pelo endividamento das famílias, atingindo 87,6% dos lares. Na sequência, aparecem os carnês, com 26,2%, seguidos pelos financiamentos de veículos, que somam 6,8%, e o crédito imobiliário, com 5,0%. O crédito pessoal também é uma opção mencionada por 4,9% das famílias.
Quando analisado o tempo de endividamento, 34,2% das pessoas afirmaram ter dívidas há mais de um ano. Outros 27,8% indicaram que estão nessa situação há um período que varia entre três e seis meses, enquanto 22,5% possuem dívidas de até três meses. Por fim, 15,4% dos endividados relataram que sua situação dura entre seis meses e um ano.
Cenário Nacional de Endividamento
A relação entre o aumento no nível de endividamento e a redução na inadimplência levanta questões sobre a saúde financeira dos consumidores e o impacto das políticas de crédito disponíveis. Com a perspectiva de um controle maior sobre as finanças, as famílias podem estar encontrando maneiras de gerenciar suas dívidas de forma mais eficaz, mesmo diante de um crescente comprometimento da renda familiar.
