Sindicato Se Posiciona Contra a Terceirização
A subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), localizada em Cuiabá, divulgou uma nota pública nesta segunda-feira (16/03) expressando preocupações sobre a possível privatização da merenda escolar nas unidades da rede municipal da capital. A entidade se posicionou de forma contrária a essa prática, que, segundo eles, representa uma ameaça à educação pública.
“Exigimos que a Prefeitura de Cuiabá forneça transparência imediata a esse processo, apresentando publicamente qualquer contrato ou procedimento administrativo relacionado ao tema”, declarou a presidente da subsede, Marivone Pereira. Essa declaração reflete a necessidade de esclarecimentos por parte da administração municipal em relação a um assunto tão delicado.
O sindicato recebeu relatos de profissionais da área que expressaram preocupação com a abordagem de uma empresa que se apresenta como se estivesse iniciando operações no município. Até agora, não foi encontrado contrato publicado, nenhuma informação oficial sobre as cláusulas e a abrangência dessa possível prestação de serviços.
Desafios na Alimentação Escolar
A entidade também enfatiza que a ameaça de terceirização surge em um contexto de declarações provenientes do próprio prefeito. Nas redes sociais e na imprensa, o prefeito Abílio Brunini fez comentários que, segundo o sindicato, denigrem a qualidade da alimentação oferecida às crianças da rede pública. Isso contraria critérios de saúde estabelecidos por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Entre os pontos levantados estão referências a bolo com excesso de açúcar e sugestões de incluir sanduíches do tipo “baguncinha” na alimentação escolar. Para o Sintep/Cuiabá, esses comentários visam moldar a opinião pública enquanto se preparam mudanças no gerenciamento da merenda escolar.
Atualmente, a situação da alimentação escolar enfrenta diversos desafios, incluindo a precarização das relações de trabalho das merendeiras. Segundo o sindicato, mais de 60% dos profissionais estão em contratos precários devido à falta de concurso público, uma condição que pode se deteriorar com a possível terceirização dos serviços.
Medidas Legais e Articulações Políticas
O Sintep/Cuiabá também anunciou que tomará todas as medidas jurídicas necessárias para questionar possíveis processos de terceirização que possam prejudicar tanto os trabalhadores quanto a qualidade do atendimento aos alunos. A entidade planeja intensificar suas articulações políticas e sindicais para resistir ao que considera um ataque à educação pública municipal. Essa mobilização é fundamental, já que a qualidade da merenda escolar está diretamente ligada ao bem-estar e à saúde das crianças atendidas nas escolas.
