Estudo Indica Viabilidade da Ferrovia
Na última sexta-feira (13), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizou uma solenidade para oficializar a formação da comissão Pró-Ferrovia “Senador Vicente Vuolo”. O evento foi marcado pela participação da reitora Marluce Souza e Silva, que apresentou um estudo de viabilidade preliminar. Este estudo destaca que a ferrovia, projetada para conectar Cuiabá a Cáceres e, posteriormente, à Bolívia, pode reduzir os custos logísticos de cargas em Mato Grosso entre 20% e 30%.
“A Universidade é uma entidade que reúne diversos interesses de profissionais envolvidos neste projeto ferroviário. Temos oferecido apoio logístico, acompanhamento e produção de relatórios. Estamos satisfeitos com o progresso até aqui e acabamos de receber um relatório. É fundamental que a UFMT lidere essa iniciativa em defesa da ferrovia”, afirmou a reitora durante o evento.
Protagonismo da UFMT na Implantação da Ferrovia
O presidente da comissão, Alex Neves Junior, que é também docente no curso de Engenharia Civil da UFMT, ressaltou que a instituição foi convocada para realizar um estudo preliminar sobre a viabilidade técnica e financeira da ferrovia que ligará Cuiabá, Cáceres e o Pacífico. “O estudo preliminar já foi concluído e agora, a próxima etapa envolve buscar a alocação de recursos junto aos órgãos competentes para desenvolver o projeto executivo. O nosso objetivo é garantir que a UFMT seja protagonista na elaboração deste projeto”, destacou Neves.
Ele também mencionou que a comissão tem um caráter multidisciplinar e que os resultados obtidos foram positivos. “A participação de professores, alunos e técnicos da universidade é fundamental para integrar a academia nesse processo”, completou.
Uma Nova Era para Mato Grosso e a América do Sul
Vicente Vuolo Filho, economista e filho do homenageado, enfatizou a importância histórica desse momento para Cuiabá e Mato Grosso. “A professora Marluce Souza e Silva publicou, no ano passado, uma portaria com o objetivo de demonstrar que Cuiabá não é apenas um ramal da ferrovia, mas um ponto central. O estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, coordenado pelo professor Alex Neves, confirmou a viabilidade do projeto. Agora, a UFMT se posiciona como protagonista na criação de um novo corredor ferroviário que se conectará ao Pacífico”, afirmou.
Ele ainda lembrou que a participação da UFMT no projeto da ferrovia Senador Vuolo é longa, com raízes que remontam há 50 anos. “O professor Domínio Iglesias, ex-docente de Engenharia Civil, já havia apresentado um estudo para que o senador Vuolo o levasse ao Congresso Nacional. Portanto, o projeto nasceu na universidade e estamos cientes da demora na sua execução. Atualmente, os trilhos estão se estendendo de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde sem passar por Cuiabá”, destacou Vuolo.
O economista ressaltou que a formação da comissão possibilitou um entendimento entre várias entidades, incluindo a UFMT, a empresa Rumo e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, para avançar na desmilitarização e nos primeiros 45 quilômetros de Juscimeira. “A aprovação do projeto original no Congresso Nacional ocorreu em um momento em que Mato Grosso ainda não era um grande produtor agrícola. Foi uma luta intensa, mas a visão do senador Vuolo, apoiada por uma mobilização de entidades públicas e privadas, foi crucial para o início da construção da ponte rodoferroviária sobre o Rio Paraná, que ampliou os trilhos da ferrovia até Mato Grosso do Sul”, concluiu.
