Ações Contra o Mosquito Aedes aegypti
Em Cuiabá, os Agentes de Combate a Endemias (ACEs) realizaram um trabalho intensivo que resultou na eliminação de 6.559 criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de dengue, chikungunya e zika. Os dados são do boletim epidemiológico mais recente, atualizado na quinta-feira (12).
Conforme informações da prefeitura, durante os primeiros meses de 2026, 197.192 imóveis foram vistoriados pelos agentes. Ao longo dessas inspeções, 21.672 locais precisaram de tratamento imediato para eliminar focos do mosquito. Além disso, 24.344 depósitos com água parada passaram por procedimentos de controle.
Esses esforços resultaram em uma queda significativa nas notificações das principais arboviroses. Em comparação ao mesmo período de 2025, os registros de dengue diminuíram em impressionantes 79,2%, enquanto os casos de chikungunya tiveram uma redução de 99,3%.
Dados Epidemiológicos de 2026
Até agora, Cuiabá contabiliza 323 notificações de dengue em 2026, com 139 casos confirmados. A taxa de incidência atual é de 14,4 casos para cada 100 mil habitantes. Para chikungunya, foram registradas 59 notificações, das quais 58 se confirmaram. O cenário da zika permanece estável, com quatro notificações e nenhum caso confirmado neste ano.
Embora os números demonstrem uma redução, a Vigilância em Saúde ressalta que a dengue continua representando um risco, evidenciado por uma morte já confirmada nesta capital devido à doença.
Medidas de Prevenção e Orientações
A Secretaria de Saúde de Cuiabá destaca que todos podem contribuir para evitar a proliferação do mosquito. As principais orientações incluem:
- Eliminar recipientes que podem acumular água parada, como garrafas, pneus e vasilhas nos quintais;
- Manter caixas d’água bem vedadas;
- Evitar a automedicação em caso de sintomas como febre e dores no corpo;
- Procurar uma unidade de saúde ao apresentar sinais suspeitos da doença.
Outra estratégia crucial é a vacinação contra a dengue, oferecida na rede pública para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, com um esquema de duas doses.
A Vigilância em Saúde também enfatiza a importância da colaboração da comunidade durante as visitas domiciliares. A permissão de acesso aos agentes ajuda a identificar potenciais focos do mosquito, contribuindo assim para a prevenção das arboviroses na capital.
