Franchising se Fortalece em Municípios Agrícolas
A ascensão do agronegócio brasileiro tem gerado um impacto significativo na interiorização do franchising. Cidades médias e municípios envolvidos na produção agrícola estão se tornando polos estratégicos para a instalação de novas franquias, atraindo empreendedores em busca de modelos de negócios consolidados e com suporte profissional. Essa tendência demonstra como o crescimento econômico do interior do Brasil está alinhado às novas oportunidades no setor de franquias.
De acordo com dados recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de franquias no país manteve um ritmo de crescimento robusto em 2025, alcançando um faturamento de R$ 301,7 bilhões. Isso representa um aumento de 10,5% em comparação ao ano anterior, com mais de 202 mil operações ativas distribuídas por todo o território nacional. Além disso, o franchising é responsável pela geração de 1,7 milhão de empregos diretos, o que ressalta sua relevância para a economia brasileira.
O crescimento das franquias não se limita aos grandes centros urbanos. O aumento da renda nas regiões agrícolas, combinado com a demanda por serviços especializados e o acesso a crédito rural, abriu espaço para o surgimento de redes de franquias que atendem às necessidades específicas desses mercados.
Franquias do Agronegócio em Ascensão
Dentre as redes que têm se destacado nesse cenário, está a Sonhagro, que se especializa em oferecer soluções financeiras e de seguros voltadas para produtores rurais. Fundada em 2013 em Divino, Minas Gerais, a empresa iniciou seu modelo de franquias em 2020 e já comercializou mais de 95 unidades em todo o Brasil. A Sonhagro se destaca por proporcionar apoio técnico e estruturação de crédito, sendo um exemplo de como as franquias podem se beneficiar do crescimento do agronegócio.
Romário Alves, CEO da Sonhagro, afirma que a interiorização das franquias reflete uma transformação no perfil do empreendedor brasileiro. “O interior está passando por um momento de prosperidade impulsionado pelo agronegócio. Isso gera uma demanda crescente por serviços especializados. O modelo de franquia se adapta a esse contexto, pois oferece estrutura, método e suporte necessários para novos negócios”, explica.
Alves ainda salienta que o produtor rural contemporâneo busca planejamento financeiro, gestão de riscos e crédito estruturado, o que cria oportunidades valiosas para redes que proporcionam soluções completas e mantêm proximidade com seus clientes.
Perspectivas de Crescimento no Setor de Franquias
As projeções para o franchising são otimistas, com um crescimento esperado de 8% a 10% no faturamento em 2026, além de um aumento no número de operações e empregos. Especialistas acreditam que a interiorização das franquias deverá consolidar-se como uma das principais frentes de expansão, impulsionada pelo fortalecimento do agronegócio e pela crescente profissionalização do empreendedorismo em áreas fora dos grandes centros urbanos.
Redes que conseguem adaptar seus modelos às demandas regionais e às dinâmicas econômicas das cidades agrícolas terão mais chances de se destacar nesse mercado em expansão.
Modelo Home Based da Sonhagro
Para aqueles que estão considerando entrar no mundo das franquias, aqui estão alguns dados sobre o modelo Home Based da Sonhagro:
- Investimento inicial: R$ 55.440,00
- Taxa de franquia: R$ 49.990,00
- Capital de giro: R$ 5.000,00
- Royalties: 25% ou mínimo de R$ 150/mês
- Faturamento médio mensal: R$ 33.000,00
- Lucro médio mensal: acima de 40%
- Prazos para retorno: 6 a 12 meses
- Duração do contrato: 5 anos
Além disso, a Mapfre, renomada companhia global de seguros, deu início a um projeto piloto em Mogi das Cruzes (SP) focado em seguros agrícolas anuais para hortaliças. Essa iniciativa pretende modernizar o mercado de seguros, tornando-o mais acessível e efetivo para produtores que cultivam safras de ciclo curto, cujos plantios e colheitas ocorrem várias vezes ao longo do ano.
Seguro Agrícola Anual: Simplificando a Cobertura para Hortaliças
O novo produto da Mapfre permite que agricultores tenham uma proteção contínua por 12 meses sobre a mesma área cultivada, independentemente do número de colheitas realizadas. Essa abordagem simplifica o processo, eliminando a necessidade de contratar uma nova apólice a cada ciclo. Segundo Leonardo Marins, diretor comercial da Mapfre São Paulo, essa adaptação do seguro reduz a burocracia e torna a ferramenta mais viável para pequenos e médios produtores.
O desenvolvimento do seguro teve a participação do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes e o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura. O presidente do sindicato, Minoru Mori, comentou sobre a importância dessa iniciativa: “Esse modelo era discutido há cerca de 15 anos, mas nunca havia sido implementado de forma concreta. Agora temos um projeto estruturado que realmente atende às necessidades dos produtores”, afirmou.
Mogi das Cruzes, um polo na produção de hortaliças, possui aproximadamente 6 mil hectares cultivados e contribui com cerca de 5% da produção de hortaliças em São Paulo. A expectativa é que aproximadamente 1.400 produtores sejam beneficiados diretamente, com o seguro cobrindo danos causados por intempéries, como granizo, que afetam culturas sensíveis como alface e repolho.
Além disso, a prefeitura local oferece subsídios para a contratação de seguros rurais, ajudando a reduzir os custos para os agricultores e incentivando a adesão a essa nova modalidade de seguro.
Modelo Inovador com Potencial de Expansão
Fabio Damasceno, diretor de seguros rurais da Mapfre, destacou que o projeto em Mogi das Cruzes pode servir como modelo para o desenvolvimento de soluções semelhantes em outros centros produtivos de hortaliças. Segundo ele, embora o mercado apresente desafios técnicos, existe um grande potencial de expansão. “Nosso objetivo é criar um modelo que possa ser replicado, respeitando as particularidades de cada região produtora”, concluiu.
A iniciativa posiciona a Mapfre como uma pioneira na oferta de seguros agrícolas anuais para culturas específicas, fortalecendo a proteção desse setor diante das oscilações climáticas e volatilidade do mercado.
