Avaliação da Imagem Pública dos Políticos
Com as eleições gerais cada vez mais próximas, o consórcio AtlasIntel/Bloomberg realizou uma pesquisa que envolveu 4.986 pessoas em todo o Brasil entre os dias 19 e 24 de fevereiro. O objetivo? Avaliar a imagem pública de figuras políticas relevantes em meio a um cenário repleto de incertezas.
O resultado da pesquisa foi surpreendente. O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, obteve o recorde de imagem negativa, com impressionantes 84%. Em segundo lugar ficou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, com 78% de rejeição. Ambos são criticados por muitos como líderes de um Legislativo que, no último ano, foi rotulado como “inimigo do povo” em campanhas eleitorais inspiradas por Lula e apoiadas pelo governo federal.
Outro dado que chamou a atenção foi a avaliação da imagem da primeira-dama Rosangela da Silva, popularmente conhecida como Janja. Surpreendentemente, 57% dos entrevistados têm uma percepção negativa sobre ela. Essa rejeição é maior, inclusive, do que a observada para o senador Flavio Bolsonaro, que possui 54% de imagem negativa, e para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que chega a 53% de desaprovação. Jair Bolsonaro, que cumpre pena de mais de 27 anos de prisão por crimes contra a Constituição, como tentativa de golpe de estado, continua a ser uma figura polêmica.
Na sequência, com índices de rejeição similares, aparecem Fernando Haddad, ministro da Fazenda e provável candidato de Lula e do PT ao governo de São Paulo, com 53%, e o deputado federal Nikolas Ferreira, do Partido Liberal, com 52%. A pesquisa revela, assim, um eleitorado insatisfeito e crítico em relação a figuras políticas que já foram testadas nas urnas e que continuam com potencial de influência nas eleições de outubro.
Além disso, tanto o ex-presidente Lula quanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também são alvo de descontentamento, com cerca de 50% do eleitorado demonstrando repúdio em relação a eles. Esses números refletem um clima de insatisfação generalizada com a atuação de diversos políticos e suas propostas, indicando que o cenário eleitoral pode ser desafiador para muitos candidatos.
Com o avanço do calendário eleitoral e a aproximação das eleições, as expectativas em relação a mudanças significativas nas percepções dos eleitores ficam cada vez mais incertas. A pesquisa não só expõe a crítica direta dos cidadãos em relação aos seus representantes, mas também sugere que a insatisfação pode influenciar diretamente os rumos da política nacional e as estratégias de campanha para os próximos meses. Ao que tudo indica, 2026 promete ser um ano de grandes desafios e reviravoltas no cenário político brasileiro.
