Crescimento do Modelo de Gestão Cívico-Militar
Uma consulta pública realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro marcou um avanço significativo na implementação do modelo de gestão cívico-militar na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso. Durante este evento, 66 escolas localizadas em 28 municípios participaram ativamente, resultando na adesão de 170 unidades a esse novo formato de gestão. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) visa atingir um total de 205 escolas até 2026, abrangendo um total de 628 instituições na rede.
A votação ocorre diretamente nas escolas, permitindo que servidores, estudantes e familiares expressem suas opiniões sobre a proposta de conversão. O resultado foi notavelmente favorável: enquanto apenas duas instituições decidiram não aderir ao modelo, com a Escola Estadual Daniel Martins Moura, em Rondonópolis, registrando 51% de votos contrários, e a Escola Estadual 13 de Maio, em Tangará da Serra, com 53%, a maioria esmagadora das demais unidades optou pelo “sim”, superando 85% em favor da mudança.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou a importância das audiências públicas, afirmando que elas conferem legitimidade às escolhas da comunidade escolar. É essencial ressaltar que a implementação do modelo cívico-militar não resultará em modificações no currículo escolar vigente. A alteração se concentra na gestão, que passa a ser compartilhada com a inclusão de militares da reserva para as funções administrativas e disciplinares. Já a gestão pedagógica continua sob a responsabilidade exclusiva dos profissionais da educação, como diretores e professores civis.
Legitimidade e Comunidade Escolar
O secretário Porto reforçou que a participação ativa da comunidade escolar nas decisões é um aspecto fundamental do novo modelo. Essa mudança visa não apenas melhorar a gestão das escolas, mas também fomentar um ambiente educativo que envolva todos os segmentos da sociedade, buscando uma melhor integração entre militares e a comunidade escolar. As audiências públicas realizadas serviram para ouvir as preocupações e sugestões dos envolvidos, promovendo um diálogo aberto sobre a proposta de gestão cívico-militar.
O modelo, que já tem sido implementado em outras escolas do país, visa trazer uma nova abordagem para a educação. Os defensores argumentam que a presença de militares pode ajudar a melhorar a disciplina e a segurança nas escolas, criando um ambiente mais propício ao aprendizado. No entanto, o secretário alerta que a mudança deve ser feita com cautela e que a voz da comunidade deve sempre prevalecer nas decisões relacionadas à educação.
No site da Seduc, é possível acessar a lista completa das escolas que decidiram adotar o novo modelo de gestão, permitindo que a comunidade tenha transparência quanto às mudanças que estão ocorrendo nas instituições de ensino.
