Rede de Farmácias em Crise
A 4ª Vara Cível de Rondonópolis, situada a 216 km de Cuiabá, autorizou, no último dia 19 de fevereiro, a recuperação judicial da Drogaria Paranatinga. A farmácia, em dificuldades financeiras, acumula uma dívida que chega a R$ 3,9 milhões. Esse processo é um recurso legal que auxilia empresas em crise, permitindo que solicitem auxílio do Estado para evitar o fechamento.
Segundo informações apresentadas pela Drogaria Paranatinga, a empresa atua no mercado desde 2007 e, até 2025, vinha se expandindo com um crescimento contínuo de suas unidades. Entretanto, no segundo semestre de 2025, a farmácia alegou ter sido impactada por uma significativa crise no setor farmacêutico, resultando em drasticamente menor faturamento, aumento das dívidas bancárias e severo comprometimento de seu fluxo de caixa. Apesar dos desafios, a Drogaria afirma ter potencial para reorganização e manutenção de suas operações, contando atualmente com 16 colaboradores e uma estrutura ativa estabelecida.
Processo Judicial e Próximos Passos
Com o início do processo de recuperação, a Drogaria Paranatinga obtém uma pausa em ações de execução, que incluem cobranças judiciais relacionadas aos débitos que estão sendo discutidos. Essas ações estão suspensas por um período de até 360 dias. O próximo passo será a apresentação de um plano de recuperação, que detalhará como a empresa pretende saldar suas dívidas, incluindo prazos e possíveis descontos.
Credores da Drogaria Paranatinga
A lista de credores da Drogaria Paranatinga é extensa e inclui diversas classes de dívidas, que estão divididas entre trabalhistas, quironográfarias e de microempresas. Na classe trabalhista, destaca-se a presença de credores como Augusto Junio da Silva Fontana e Elisangela Paes Cardoso, com valores que variam entre R$ 4.895,86 e R$ 5.339,97. Já na classe quirografária, a dívida com o Banco do Brasil soma R$ 1.676.975,62, enquanto a Caixa Econômica Federal tem um crédito de R$ 280.000,00.
Além disso, empresários como Tiago Krasnievicz Brandini e Rafael Mendes da Silva também figuram na lista de credores, com dívidas que somam mais de R$ 900.000,00. No que se refere a microempresas, a dívida com Moises Moura da Silva ME é de R$ 410.000,00 e com a Montafarma Gondolas e Mobiliários Ltda chega a R$ 120.000,00. Por fim, um crédito extraconcursal de R$ 60.432,25 é devido à BB Administradora de Consórcios S/A.
Esses números refletem a gravidade da situação enfrentada pela Drogaria Paranatinga e evidenciam a necessidade de uma reestruturação eficaz para a recuperação da empresa no desafiador ambiente do setor farmacêutico.
