Mudança Significativa no Comércio de Mato Grosso
O Egito se destaca como um dos principais destinos das exportações de Mato Grosso, saltando da 22ª posição para a 2ª em apenas dois anos. Em 2025, o país africano ficou atrás apenas da China, de acordo com dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa ascensão notável no ranking de compradores do estado revela uma transformação significativa no mapa comercial mato-grossense.
Em 2023, o Egito ocupava o 22º lugar, realizando importações que totalizavam US$ 329,1 milhões, abrangendo 16 produtos. O milho se destacou como o principal item, com US$ 180,6 milhões, seguido pelas carnes bovinas congeladas, que somaram US$ 102,3 milhões, e os resíduos da indústria de cereais e leguminosas, com US$ 12,1 milhões. Naquele período, os maiores compradores eram China, Tailândia e Vietnã.
O avanço do Egito começou a se concretizar em 2024, quando o país subiu para a 6ª posição, com aquisições que atingiram US$ 1,07 bilhão. O milho continuou a ser o carro-chefe, respondendo por US$ 851,8 milhões, enquanto as carnes bovinas congeladas contribuíram com US$ 107,8 milhões. A soja, por sua vez, fez sua estreia na pauta exportadora, totalizando US$ 47,2 milhões. Em 2025, o Egito consolidou sua posição de vice-liderança, importando US$ 1,347 bilhão e negociando 11 produtos. Novamente, o milho se destacou, com US$ 1,073 bilhão, seguido pelo algodão, que somou US$ 110,1 milhões, e pelas carnes bovinas congeladas, com US$ 104,3 milhões.
A evolução nas exportações para o Egito vai além de um crescimento apenas numérico. Segundo César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, essa mudança demonstra como o estado está consolidando novas frentes estratégicas no comércio exterior. “A ascensão do Egito reflete a competitividade do agro mato-grossense e a capacidade do estado de atender a mercados estruturais, especialmente aqueles com forte demanda por segurança alimentar”, destacou Miranda. “O crescimento das exportações indica uma relação comercial mais sólida, baseada em fornecimento regular de grãos e proteínas”, completou.
Miranda também mencionou que o fortalecimento do Egito como segundo maior parceiro comercial é fundamental para diversificar as exportações do estado, reduzindo a crítica concentração em poucos mercados. Isso amplia a presença de Mato Grosso no eixo Norte da África e Oriente Médio e cria oportunidades para novos acordos comerciais com outros países da região.
“A consolidação do milho como principal produto exportado, juntamente com o crescimento do algodão e a manutenção das carnes bovinas na pauta, sinaliza um grande potencial para ampliar o mix exportador”, enfatizou. Para ele, garantir infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e trabalhar em mercados de maior valor agregado são as prioridades para o futuro.
O salto do Egito no ranking de importadores reflete uma mudança estrutural na balança comercial de Mato Grosso. Em um intervalo de dois anos, as compras quadruplicaram, evidenciando que o Egito é um dos principais pilares das exportações estaduais. Dessa forma, Mato Grosso se posiciona como um fornecedor global estratégico de alimentos e fibras, consolidando sua relevância no comércio internacional.
