Evento científico movimenta economia e turismo de negócios em Sinop
A Prefeitura de Sinop acompanha o início do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA), que ocorre entre os dias 10 e 13 de junho. Mais do que um encontro acadêmico, o evento promove impactos econômicos significativos para a cidade, atraindo pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas regiões do país que permanecem na cidade ao longo de quatro dias, movimentando setores como hotelaria, comércio e serviços.
Realizado no Centro de Eventos Dante Martins de Oliveira e na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o simpósio reforça a posição de Sinop como um centro estratégico para a produção científica, inovação e eventos técnicos na Amazônia Legal. Para a diretora de Turismo, Leidiane Viegas, a realização de eventos dessa magnitude impulsiona o turismo de negócios, gerando uma cadeia produtiva que beneficia toda a economia local. “Receber visitantes de diferentes estados aquece hotéis, restaurantes, transportes e comércio. Além disso, esses participantes conhecem a infraestrutura, o potencial econômico e as atrações da cidade, o que abre portas para novos investimentos e promoção regional”, afirma.
A Prefeitura também marca presença com um espaço institucional durante o SIMAMCA, onde expõe dados econômicos, sociais e turísticos que evidenciam o protagonismo de Sinop no cenário nacional.
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Fonte: curitibainforma.com.br
Conexões Amazônicas: ciência e sustentabilidade em debate
Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o simpósio reúne palestras, minicursos, seminários e mesas-redondas que abordam desafios e oportunidades da Amazônia Meridional. Reconhecido como um dos principais fóruns técnico-científicos do norte mato-grossense, o SIMAMCA fomenta o intercâmbio entre academia e sociedade, incentivando redes de pesquisa e parcerias que fortalecem a ciência como ferramenta para a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
O evento é organizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAM) e do Núcleo de Estudos da Biodiversidade da Amazônia Mato-Grossense (NEBAM). A Prefeitura de Sinop apoia a realização, reafirmando seu compromisso com o avanço científico, econômico e turístico da região.
Programação científica destaca inovação e sustentabilidade
A abertura, na quarta-feira (10), traz a palestra magna “Entre indicadores e territórios: a Agenda 2030 nos municípios da Amazônia Legal e as desigualdades intrarregionais”, ministrada pelo pesquisador Dr. Henrique dos Santos Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
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Fonte: amapainforma.com.br
Na quinta-feira (11), as atividades incluem seminários, minicursos e palestras sobre nanotecnologia aplicada à biodiversidade brasileira, com a Dra. Stela Regina Ferrarini (UFMT); saúde única e arbovírus na Amazônia Meridional, com a Dra. Roberta Vieira de Morais Bronzoni (UFMT); e monitoramento da qualidade do ar na Amazônia Legal, conduzida pelo Dr. Filipe Viegas de Arruda, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). A mesa-redonda “Biomas sem fronteiras” reúne especialistas de várias instituições para discussão aprofundada sobre a biodiversidade regional.
Sexta-feira (12) destaca o uso de drones e tecnologias geoespaciais no monitoramento ambiental, com a Dra. Mônica Aparecida Cupertino Eisenlohr (ICV); restauração florestal, com o Dr. Geraldo Wilson Afonso Fernandes (UFMG); e mudanças climáticas na produção agropecuária da região Amazônia-Cerrado, apresentado pelo Dr. Ben Hur Marimon Júnior (UNEMAT). A mesa-redonda “Agronegócio e sustentabilidade” debate adaptação às mudanças climáticas, carbono no solo e tecnologias aplicadas ao setor produtivo, com participação de especialistas da UFMT e UNEMAT.
No último dia (13), o foco está em ciência cidadã, inclusão em pesquisas, conservação ambiental, biodiversidade e ecoturismo. Palestrantes como a Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama (UFOPA/SAPOPEMA) e o Dr. Fabio de Oliveira Roque (UFMS) conduzem debates que envolvem representantes do CNPq e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). As mesas-redondas abordam temas como conservação na Amazônia, observação de aves, turismo sustentável, povos originários e justiça socioambiental, reunindo pesquisadores, lideranças indígenas e representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil.
