O número 6 e seu papel nas Copas do Mundo
As Copas do Mundo são eventos marcados por ciclos de quatro anos, sempre realizados em anos pares, assim como os Jogos Olímpicos. Essa coincidência não é fruto de desconsideração pelos anos ímpares, mas sim de uma casualidade histórica. Os Jogos Olímpicos da Era Moderna começaram em 1896, idealizados pelo Barão de Coubertin, e a primeira Copa do Mundo foi realizada em 1930, no Uruguai, sob comando do francês Jules Rimet. Desde então, os eventos seguem seu ritmo quadriênio.
A Copa do Mundo de 2026, que terá três países como anfitriões — EUA, México e Canadá —, começará em junho e terminará em um ano que termina com o número 6. Esse número, apesar de comum, carrega uma peculiaridade especial para o Brasil: o objetivo de conquistar o hexacampeonato, ou seja, ser campeão pela sexta vez.
O histórico do Brasil nas Copas que terminam em 6
Desde 2002, o Brasil está parado no número cinco em títulos mundiais. A Copa de 2026 representa a sexta oportunidade para a seleção brasileira superar essa marca. Curiosamente, das 22 edições já realizadas, apenas três aconteceram em anos finalizados em 6 — 1966, 1986 e 2006 — e o Brasil não conseguiu avançar além das quartas de final nessas ocasiões.
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Em 1966, na Inglaterra, a seleção caiu na fase de grupos, com destaque negativo para a partida em que Pelé enfrentou forte marcação portuguesa. Em 1986, no México, após uma campanha promissora, o Brasil foi eliminado nas quartas de final nos pênaltis pela França, que acabou vice-campeã. Já em 2006, na Alemanha, outra eliminação nas quartas para a França, novamente nos pênaltis, com um time estrelado por Ronaldo, Ronaldinho, Adriano e Kaká.
O contraste entre as Copas e os Jogos Olímpicos
Embora o número 6 tenha trazido desafios nas Copas, ele sorriu para o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, realizados no Rio de Janeiro. Naquela edição, a seleção brasileira conquistou a medalha de ouro no futebol após vencer a Alemanha nos pênaltis no Maracanã. Jogadores como Neymar, Marquinhos, Douglas Santos e Weverton participaram daquele elenco, dos quais Marquinhos segue como capitão na seleção atual.
Vale lembrar que, em outras edições da Copa do Mundo, o Brasil foi campeão em anos terminados em outros números, como 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, mostrando que o sucesso não está restrito a um padrão numérico.
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Um olhar para 2026 e a esperança do hexacampeonato
Além da simbologia, o número 6 tem uma história curiosa no futebol mundial. Em 2010, o espanhol Andrés Iniesta, que usava a camisa 6, marcou o gol que garantiu a Espanha seu primeiro título mundial. Para o Brasil em 2026, a esperança pode estar em jogadores emergentes, como Rayan, que pode ser o responsável por quebrar o jejum brasileiro em Copas terminadas no número 6.
Embora a autora não seja adepta da numerologia, reconhece que, caso o Brasil conquiste o hexacampeonato em 2026, o simbolismo será inevitável. Até lá, o foco permanece na preparação, desempenho e resultados que levarão a seleção a buscar a tão sonhada sexta estrela na camisa.
