Encontro Crucial para o Futuro do Samu
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso se reuniu nesta terça-feira (28), às 8h, com representantes do Ministério da Saúde para discutir ações que evitem o encerramento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá, Várzea Grande e região. A convocação deste encontro ocorreu após a demissão de 56 profissionais que atuavam no serviço na capital.
O diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, Fernando Figueira, chegou a Cuiabá na segunda-feira (27) para dialogar com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) sobre a continuidade do atendimento. Na semana anterior, equipes do ministério já haviam realizado vistorias nas bases do Samu no estado.
Em meio a essa situação delicada, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) manifestou seu apoio à recontratação dos profissionais demitidos e à manutenção do serviço. Ele ressaltou que a redução no quadro de funcionários comprometeu a qualidade do atendimento à população.
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Além disso, Lúdio criticou a ideia de substituir o Samu pelo Corpo de Bombeiros, defendendo que os bombeiros podem atuar de forma complementar, mas não devem assumir as funções do Samu. Ele também mencionou que o serviço recebe recursos federais que cobrem cerca de 50% dos custos operacionais e destacou o recente envio de 10 ambulâncias para atender Cuiabá e Várzea Grande.
Preocupações com a Qualidade do Atendimento
Na audiência da semana anterior, deputados questionaram o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, sobre o enfraquecimento do Samu. O foco da crítica foi a transferência do atendimento pré-hospitalar para os Bombeiros, sendo reiterado que essa mudança pode prejudicar significativamente a eficácia do serviço.
Os parlamentares enfatizaram a importância da manutenção do Samu como uma peça chave na política pública de saúde da região. A preocupação gira em torno da qualidade do atendimento que pode ser afetada pela falta de profissionais qualificados.
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Contexto das Demissões e Impactos
O cenário atual é resultado das demissões realizadas pelo Governo de Mato Grosso em março, onde foram desligados 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem diretamente envolvidos no atendimento à população. O sindicato da categoria alerta que essa medida pode levar ao fechamento de bases do Samu e comprometer ainda mais a qualidade dos serviços prestados.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES), por sua vez, afirmou em nota que as demissões não afetarão o atendimento à população, citando a integração das ações do Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar entre o Samu e o Corpo de Bombeiros (CBMMT) realizada no ano passado.
A nota informa que, após essa integração, os atendimentos aumentaram em 30%, e o tempo de resposta às chamadas foi reduzido em 36%. Antes da parceria, havia 9 ambulâncias do Samu em Cuiabá; agora, esse número aumentou para 20 ambulâncias disponíveis, segundo o comunicado.
O Caminho a Seguir
A equipe da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa continua atenta aos desdobramentos dessa situação, buscando soluções que garantam o atendimento adequado à população e a proteção dos direitos dos profissionais envolvidos. A importância do Samu na assistência à saúde pública é inegável, e a luta pela sua manutenção é, sem dúvida, uma prioridade para todos os envolvidos.
