Medidas Urgentes para a Saúde Prisional
A Justiça de Mato Grosso emitiu uma ordem para que o Governo do Estado implemente uma série de ações urgentes visando corrigir as falhas no atendimento à saúde nas unidades prisionais. O juiz Orlando Perri, responsável pela decisão, destacou a situação alarmante das condições de saúde nos presídios, que são caracterizadas por problemas estruturais significativos.
Entre as questões levantadas, a falta de profissionais de saúde como médicos, psicólogos e dentistas é uma das mais preocupantes. Além disso, o documento aponta a escassez de medicamentos e as dificuldades enfrentadas no atendimento de saúde mental, que afetam diretamente a população carcerária.
Muitos detentos relatam problemas de saúde, especialmente de natureza mental. Casos frequentes incluem depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e dependência química. Doenças como epilepsia e quadros psicóticos também são mencionados, evidenciando a necessidade urgente de uma atenção especializada.
A decisão do juiz ressalta ainda a presença alarmante de doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, que se agravam em ambientes de superlotação e descaso. Além disso, é notável o aumento de casos de automutilação e suicídio dentro das prisões, o que demonstra a gravidade da situação.
O documento judicial afirma que a falta de assistência adequada é um fator que contribui para a deterioração da saúde dos detentos. A omissão do Estado em garantir um atendimento digno configura uma violação de direitos fundamentais, podendo ser considerada uma forma de tratamento desumano e degradante.
O juiz Orlando Perri afirma que a problemática das condições de saúde nas prisões não é algo novo. Ele enfatiza que o Estado possui recursos financeiros suficientes para atender às demandas necessárias, e que a falta de melhorias não pode ser justificada pela alegação de escassez de fundos. Para Perri, essa questão se trata de uma escolha administrativa que deve ser superada em nome do respeito à dignidade humana.
