Tradição e Economia em Alta no Festival da Pamonha
O 7º Festival da Pamonha, realizado na Comunidade Rio dos Peixes, é um verdadeiro motor econômico para a região. Com foco nos comerciantes locais, o evento não apenas celebra a tradição do milho, mas também fortalece a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o festival agrega produtores e trabalhadores que veem na festa uma fonte significativa de renda e visibilidade.
Katia Maraiki Schroeder, presidente da Associação dos Pamonheiros e organizadora do evento desde a sua primeira edição, destacou o crescimento constante do festival e o impacto positivo na vida dos produtores locais. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano, o sucesso é maior. O número de produtores cresceu de nove para 14, e isso só tende a aumentar”, comentou.
A diversidade de produtos oferecidos também é um dos grandes atrativos do festival, criando novas oportunidades de venda ao longo dos dias de festa. “Hoje temos uma variedade imensa: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano, a oferta aumenta e os preços são acessíveis, girando entre R$ 10 e R$ 15, para que todos possam aproveitar”, acrescentou Katia.
O festival é uma vitrine para a cultura regional, oferecendo não apenas as tradicionais pamonhas doces e salgadas, mas também uma gama de produtos derivados do milho, como cural, bolos e até licor, o que diversifica ainda mais a experiência gastronômica.
Expectativa de Público e Impacto no Comércio Local
A expectativa de público é outro indicativo do potencial econômico do evento. “Estimamos entre 4 mil e 5 mil visitantes por dia. A proximidade com a rota de passagem garante que muitas pessoas parem, consumam e sigam viagem, o que movimenta bastante a economia local”, explicou Katia.
Léo Rodriguez, um dos comerciantes envolvidos no festival, também ressaltou como o evento impacta as vendas em sua pamonharia. “Nossa especialidade é o caldo de quenga, mas também vendemos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai são as pamonhas e o caldo”, contou.
Com uma oferta variada e preços acessíveis, o festivalnão só atrai consumidores, mas também desempenha um papel social importante ao gerar renda para trabalhadores da comunidade. “Ajuda muito, especialmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra que complementa a vida de muitas famílias e ainda ajuda a divulgar a tradição local”, destacou Léo.
Apoio Institucional e Relevância Cultural
O festival, que conta com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, tem a presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, e se destaca como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região, que vai até o dia 21 de abril. Vicente Falcão, secretário municipal de Agricultura e Trabalho, comentou sobre a importância do evento. “O festival não é apenas uma celebração cultural, mas também um impulso significativo para a economia. Aproximadamente 300 pessoas estão envolvidas na organização, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo que gera renda, fortalece a agricultura familiar e garante alimentos de qualidade com sustentabilidade”, afirmou.
Durante o feriado de Tiradentes, que ocorre nesta terça-feira (21), moradores e turistas em Cuiabá terão a oportunidade de visitar o Mercado do Porto, o Aquário Municipal e o Museu do Rio, além do aclamado Festival da Pamonha. O Mercado Antônio Moisés Nadaf, também conhecido como Mercado do Porto, funcionará das 5h às 13h, com lanchonetes abertas até as 16h. O Complexo Biocultural do Porto, que abriga o Aquário Municipal e o Museu do Rio, estará disponível para visitação das 9h às 18h, com entrada gratuita.
Outras opções de lazer incluem o Parque Tia Nair e o Parque das Águas, ambos com horários de funcionamento variando entre as 5h e 23h. Durante o feriado, os serviços de saúde manterão plantão 24 horas, garantindo atendimento para a população. Contudo, as atividades da Prefeitura de Cuiabá e outros órgãos estarão suspensas até quarta-feira (22), quando as operações retornarão ao normal.
