A marca do frio celebra um legado de 45 anos
Diretamente da cabine de vidro do Jornal A Crítica, durante a 86ª Expogrande em Campo Grande, a Panan Refrigeração, amplamente reconhecida como ‘A marca do frio’, celebrou 45 anos de contribuição significativa no setor de equipamentos e soluções de refrigeração comercial no Centro-Oeste. Fundada em 20 de março de 1981, a empresa deu seus primeiros passos com uma loja modesta de 40 metros quadrados na capital sul-mato-grossense e, atualmente, se destaca operando em cinco cidades e dois estados, oferecendo serviços no varejo, assistência técnica, distribuição e comércio eletrônico.
Roberto Rech, sócio-fundador da Panan, compartilhou um pouco sobre a trajetória da empresa: “A gente começou sem salário e sem garantia. O pensamento era só um: fazer dar certo.” Essa visão audaciosa foi a base para um crescimento contínuo, mesmo diante das adversidades econômicas que o Brasil enfrentou ao longo das últimas décadas.
Expansão regional e estrutura atual
Hoje, a Panan tem presença consolidada em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, e em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso. A empresa atende predominantemente setores essenciais da cadeia alimentar, como padarias, açougues, supermercados e restaurantes, além de clientes individuais, reforçando seu compromisso com a qualidade e a confiabilidade de seus produtos e serviços.
Com o passar dos anos, a Panan diversificou seu modelo de negócios, que agora abrange a venda de equipamentos de refrigeração, peças técnicas, assistência especializada, uma divisão industrial e um e-commerce que alcança todo o território nacional. Essa inovação foi essencial para manter a competitividade no mercado.
Crescimento em meio a crises econômicas
A trajetória da Panan coincide com períodos de instabilidade na economia brasileira, especialmente nas décadas de 1980 e 1990, que foram marcadas pela hiperinflação e sucessivos planos econômicos. “Teve época em que você vendia e não sabia quanto ia receber. A inflação mudava tudo”, relembra Rech, mencionando planos como Cruzado, Bresser e o confisco da poupança durante o governo Collor. Apesar de tais desafios, a empresa conseguiu manter um crescimento constante e, em muitos momentos, utilizou a expansão como estratégia para preservar empregos, abrindo novas lojas para evitar demissões.
Quadro de funcionários e o valor da equipe
Atualmente, a Panan conta com aproximadamente 160 colaboradores, dos quais muitos possuem um histórico impressionante de permanência na empresa. De acordo com a organização, há profissionais que atuam na companhia há mais de 30 anos, e alguns até ultrapassam quatro décadas de vinculação. “Isso mostra que não é só emprego. As pessoas se sentem parte do negócio”, afirma Rech, destacando a importância de um ambiente de trabalho que valoriza a lealdade e o comprometimento.
Atendimento como diferencial competitivo
Mesmo em tempos de crescimento do comércio eletrônico, a Panan permanece fiel a um atendimento presencial de alta qualidade, considerado um dos pilares da sua estratégia. “O e-commerce pode até ter preço, mas não tem relacionamento. E o cliente valoriza isso”, observa Rech. Essa abordagem busca fidelizar os clientes, especialmente em serviços técnicos e de manutenção, que exigem proximidade e atenção especial ao consumidor.
A participação da Panan na Expogrande reafirma seu vínculo com o agronegócio, um setor crucial que demanda soluções de refrigeração para a conservação e o armazenamento de produtos. Mato Grosso do Sul, sendo um dos principais polos produtores de proteínas animais do Brasil, amplifica ainda mais a necessidade de equipamentos e sistemas eficientes de refrigeração.
Desafios e inovações tecnológicas
Hoje, um dos principais desafios enfrentados pela Panan é a rápida evolução das tecnologias. “Hoje o desafio é se adaptar rápido. Quem não acompanha, fica para trás”, comenta o fundador. Para isso, a empresa investe em digitalização, diversificação do portfólio e melhorias na experiência do cliente, buscando sempre se manter atualizada e relevante no mercado.
A Expogrande, que projeta movimentar cerca de R$ 700 milhões em negócios até 2026, também se estabelece como um espaço de relacionamento e posicionamento para empresas do setor. “É onde a gente se conecta com o mercado e mostra o que está fazendo”, finaliza Rech.
Uma trajetória de longos anos
Completando 45 anos, a Panan se firma como uma empresa familiar que soube crescer e permanecer relevante ao longo de diversas crises econômicas e transformações no mercado. “A dificuldade sempre existiu. O que muda é como você reage”, resume o empresário, refletindo a resiliência que tem sido a marca registrada da empresa ao longo de sua história. A entrevista completa com Roberto Rech pode ser assistida no canal do Jornal A Crítica.
