Celebração das Identidades Periféricas Atraí Artistas e Ações na Casa da Pólvora
No próximo domingo, 19 de novembro, a Casa da Pólvora se tornará um ponto de encontro de arte e cultura com o Festival ‘Arte e Cultura nas Periferias’. O evento, parte do projeto Circulador Cultural da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), terá início às 16h e contará com performances da Mc’Hirlla e do Coletivo Carcará Sound System. Este festival, que faz parte das iniciativas da Casa Pequeno Davi e é financiado pelo Ministério da Justiça, destaca o tema ‘O som da terra, o grito da quebrada’, em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas.
Marcus Alves, diretor executivo da Funjope, enfatiza a importância de projetos que deem visibilidade às diversas expressões artísticas das periferias. “Estamos comprometidos em promover a valorização cultural. O projeto Arte e Cultura nas Periferias, apoiado pelo Ministério da Justiça, se alinhava a essa visão, permitindo que as vozes da periferia sejam ouvidas e celebradas”, afirma.
A Funjope tem um histórico de apoio a artistas periféricos, especialmente aos da comunidade negra, por meio de editais que garantem cotas de participação para grupos historicamente marginalizados. “É gratificante ver a realização de um festival que enaltece a diversidade cultural da nossa cidade, promovendo a inclusão de artistas de todas as origens”, completa Alves.
A Arte como Instrumento de Reconhecimento
O Festival ‘Arte e Cultura nas Periferias’ é uma ação significativa dentro do escopo do projeto que visa fomentar a cultura nas comunidades. Com atividades realizadas em Campina Grande e João Pessoa, o festival representa a culminância de um trabalho intenso que inclui formação em direitos humanos e ações voltadas para o hip hop.
“Este festival é um marco de reconhecimento da arte e da cultura periférica. Estou muito animado com a presença de artistas e a interação que vamos proporcionar ao público”, afirma Miguel Segundo, coordenador do projeto. Ele destaca a relevância de trazer à tona o tema dos povos indígenas, apresentando artistas do movimento hip hop, como os DJs do Coletivo Carcará Sound System e a artista multi talentosa Zona, que produzirá um grafite ao vivo durante o evento.
Expectativas e Contribuições dos Artistas
A Mc’Hirlla, rapper e produtora cultural, compartilha sua empolgação em se apresentar no festival. “O Circulador Cultural oferece uma plataforma incrível para os artistas locais. É uma chance de mostrar a riqueza da arte paraibana e conectar pessoas ao nosso trabalho”, ressalta. Além dela, o festival contará com uma variedade de artistas, incluindo reggae, funk e samba, mostrando a diversidade da cultura periférica.
Os convidados incluem talentos como GangStar do Underground, Gorda Gostosa, Deusa Nordestina e muitos outros, todos prontos para celebrar a arte com uma performance vibrante. “Minha expectativa é levar um show de alta qualidade e fazer com que todos sintam a nossa arte. O espaço é vital para a expressão de quem vem da periferia”, complementa Mc’Hirlla.
A Contribuição do Carcará Sound System
O Coletivo Carcará Sound System, que se dedica à música jamaicana e completa sete anos em 2026, também se mostra entusiasmado com o evento. Topázio, um dos integrantes, acredita que o festival é uma oportunidade imperdível para revitalizar o Centro Histórico e fortalecer as comunidades periféricas. “Nosso trabalho é pautado na luta pela nossa existência e resistência, e isso será refletido nas músicas que vamos tocar”, declara.
Apesar de o coletivo contar com doze integrantes, apenas dois se apresentarão no festival. Eles prometem uma seleção musical diversificada, impregnada de mensagens que refletem a luta e a cultura da comunidade. “Esse festival é uma chance de unir as pessoas e proporcionar um espaço de troca cultural”, finaliza Topázio.
Impacto e Reconhecimento do Projeto
Com o patrocínio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Festival ‘Arte e Cultura nas Periferias’ busca não apenas entreter, mas também educar e conscientizar. A iniciativa começou em março de 2025 e já promoveu uma série de oficinas e atividades voltadas ao fortalecimento das expressões culturais periféricas, especialmente voltadas ao hip hop.
Até o momento, as atividades já impactaram centenas de jovens em João Pessoa e Campina Grande, através de oficinas de direitos humanos e práticas artísticas como grafitagem e dança. O projeto recebeu reconhecimento da Câmara Municipal de João Pessoa por seu impacto social positivo, e agora se prepara para a realização deste festival memorável, que promete ser uma celebração vibrante das culturas que emergem das periferias.
