Marcha Nacional da Classe Trabalhadora em Brasília
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) embarcou em uma importante jornada rumo a Brasília, onde se unirá à Marcha Nacional da Classe Trabalhadora nesta quarta-feira (15). Um total de quatro ônibus partiu de Cuiabá na terça-feira (14), levando profissionais da educação que buscam garantir direitos históricos para a categoria.
Junto a outras categorias, movimentos sociais e centrais sindicais, os trabalhadores da educação marcham em defesa de mais de 60 pautas. Dentre as reivindicações estão a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, o fim da jornada 6×1, a regulamentação do trabalho realizado por aplicativos, o combate à precarização laboral, além da luta contra o feminicídio e a defesa da educação pública.
Debates e Entrega de Documentos Importantes
As pautas levantadas durante a marcha serão discutidas na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat 2026), que antecede a caminhada até a Esplanada dos Ministérios. Durante o evento, um documento contendo as reivindicações será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, respectivamente.
“A participação do Sintep-MT e da CUT-MT na Marcha é fundamental, pois unimos forças com trabalhadores de todo o país para reivindicar questões cruciais como o fortalecimento das entidades sindicais, a regulamentação da Convenção 158, o combate ao confisco das aposentadorias, e o fim da jornada 6×1 sem redução de salários. Temos muitas pautas que refletem as necessidades dos companheiros que estão mobilizados,” ressalta María Celma Oliveira, presidente interina do Sintep-MT e da CUT-MT.
Demandas e Lutas Históricas
Henrique Lopes, presidente licenciado do Sintep-MT e da CUT-MT, acompanha a mobilização e recorda que, na marcha realizada em 2022, cerca de 70% das reivindicações, incluindo a redução do imposto de renda e a valorização do salário mínimo, foram atendidas. “Nesta ocasião, trazemos novas questões, como garantir a continuidade da valorização do salário mínimo acima da inflação, enfrentar o feminicídio e nos opor à reforma administrativa que ameaça direitos. Trabalhadores de todo o Brasil estão se unindo em busca de melhores condições de vida e trabalho,” argumenta Lopes.
A educadora Luciana João de Macedo, de Porto dos Gaúchos (MT), enfatiza a importância da mobilização. “É vital que enfrentemos os retrocessos, especialmente na educação. Somente através da mobilização conseguimos evitar a perda de direitos. Em Porto, conseguimos reverter perdas que se arrastavam por mais de uma década,” declara.
A Importância da Mobilização e da Troca de Experiências
Adriana da Silva Barros, de Santa Rita do Trivelato, participa pela primeira vez de um ato nacional e destaca a relevância da troca de experiências proporcionada por esses eventos. “É essencial lutarmos por melhores condições de trabalho e pela valorização da nossa categoria,” afirma.
Maria Antônia Martins, professora aposentada e veterana nas lutas pela educação, ressalta a importância das pautas levantadas, especialmente no que se refere às mulheres, que representam a maioria na área. “As pautas podem mudar, mas as necessidades não diminuem. Nada foi conquistado sem luta. É imprescindível que continuemos nessa batalha,” defende.
