Megacultos e a Conexão Política
Na última Sexta-feira Santa, eventos realizados pela Igreja Universal do Reino de Deus se transformaram em importantes palcos para pré-candidatos que buscam conquistar o apoio da comunidade evangélica. Os megacultos, que reuniram milhares de pessoas em estádios de futebol por todo o Brasil, também simbolizam a força do Republicanos, partido que mantém vínculos estreitos com a igreja e que, atualmente, se posiciona em uma neutralidade em relação à eleição presidencial.
Entre os políticos que marcaram presença nas cerimônias do evento “Família ao pé da cruz” estavam o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Ambos têm planos de buscar a reeleição. No estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), que é pré-candidato ao Palácio Guanabara, também estava no Maracanã, que estava repleto de fiéis. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), mesmo sem intenção de concorrer neste ano, compareceu ao estádio do Corinthians ao lado de Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos.
Considerado um movimento estratégico, o megaevento reflete o desejo da Universal de reafirmar sua influência política em um cenário onde o Republicanos expressa descontentamento em relação às negociações eleitorais. Essa situação foi apontada na newsletter Jogo Político, publicada pelo GLOBO. Nos meses que antecedem as eleições, tanto o PT, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o PL de Flávio Bolsonaro têm se dedicado a estabelecer alianças com outras siglas do Centrão, intensificando as tratativas políticas que podem influenciar o resultado das urnas.
Embora a celebração “Família ao pé da cruz” não seja uma novidade, a edição deste ano foi planejada com uma grandiosidade especial, visando deixar uma marca significativa e impactar os eleitores. O evento, ao unir a fé e a política, destaca a relevância da Igreja Universal como uma plataforma para diálogos que podem moldar o futuro político do país.
