Protestos em Cuiabá
No último sábado (28), profissionais demitidos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram uma manifestação na região central de Cuiabá. O objetivo do protesto foi exigir a revisão das demissões recentes e destacar como essas ações impactam negativamente no atendimento à população.
Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes clamaram por um diálogo com as autoridades locais. Eles enfatizaram que a diminuição no número de trabalhadores poderá prejudicar a qualidade e a rapidez dos serviços de emergência na capital mato-grossense.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), cerca de 56 profissionais, representando aproximadamente 30% do quadro de funcionários do Samu, foram dispensados. Entre os desligados, estão 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem, todos com atuação direta no atendimento ao público.
Demandas na Assembleia Legislativa
A categoria também esteve presente em uma sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde pediu explicações sobre as demissões e reivindicou soluções para a situação. Durante a assembleia, os deputados aprovaram um requerimento da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, convocando o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo. Este deverá prestar esclarecimentos sobre o tema na próxima terça-feira (31), no plenário da Casa de Leis.
Posicionamento do governo
Por meio de um comunicado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou que as demissões não devem interferir na qualidade do atendimento. Segundo a pasta, desde a integração do Samu com o Corpo de Bombeiros em 2025, houve um aumento de 30% nos atendimentos e uma redução de 36% no tempo de resposta às chamadas.
A SES também destacou que o número de ambulâncias disponíveis para o Samu em Cuiabá subiu de 9 para 20 após a parceria com o Corpo de Bombeiros. Essa ampliação, conforme o governo, assegura que o serviço permanecerá eficaz, mesmo diante das demissões.
A nota completa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que os desligamentos não terão um impacto no atendimento à comunidade. Desde a unificação das atividades do Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar, que envolve tanto o Samu quanto o Corpo de Bombeiros (CBMMT), os dados de atendimentos cresceram 30%, enquanto o tempo-resposta às chamadas foi reduzido em 36%.
Além disso, é importante ressaltar que antes da junção com o Corpo de Bombeiros, a frota contava com apenas 9 ambulâncias; atualmente, após a parceria, esse número aumentou para 20, reforçando a ideia de que a qualidade do serviço não será comprometida.
