Novo Marco para a Inovação no Setor Agroindustrial
A rede de inovação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) avança com a instalação de novas unidades, estabelecendo um marco significativo para o setor agroindustrial. Com a recente adesão do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), o número de instituições credenciadas ao Ministério da Educação (MEC) agora inclui três novos institutos, que buscam desenvolver tecnologias digitais voltadas para a agroindústria. O anúncio foi feito nesta semana pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em conjunto com Alvaro Prata, presidente da Embrapii, durante evento realizado no MEC.
Além do IFMT, também foram credenciados o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), que irá trabalhar no desenvolvimento de tecnologias inovadoras para descarbonização industrial e transição energética, e o Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), com foco em tecnologias para a produção animal. Essa integração é um passo importante para alinhar a educação técnica com as demandas de inovação do mercado.
O Papel dos Institutos Federais na Inovação
Os Institutos Federais têm se mostrado fundamentais na conexão entre ciência e indústria. Desde 2014, esses institutos participaram de 540 projetos de inovação, envolvendo 486 empresas e resultando em um investimento total de R$ 434 milhões em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Desse montante, R$ 333 milhões foram aportados diretamente pela Embrapii e pelas empresas, evidenciando a capacidade das instituições em transformar conhecimento em soluções práticas para o mercado.
O crescimento desse modelo de atuação é notável. Entre 2020 e 2025, o investimento em projetos realizados pelos Institutos Federais na rede Embrapii cresceu a uma taxa média de 33% ao ano. Esse aumento demonstra a crescente capacidade dessas instituições de atender às demandas tecnológicas do setor produtivo brasileiro.
Facilitando a Inovação para a Indústria Brasileira
Com o novo credenciamento, os três Institutos Federais passam a atuar como Unidades Embrapii, permitindo que realizem negociações diretas de projetos de PD&I com empresas. O modelo de operação da Embrapii é vantajoso, pois possibilita a contratação de projetos sem a necessidade de editais, reduzindo a burocracia e o compartilhamento de riscos, o que acelera significativamente o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor produtivo.
Camilo Santana enfatizou que a inclusão dos Institutos Federais na rede Embrapii amplifica o impacto da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no crescimento econômico do Brasil. “Os Institutos Federais desempenham um papel crucial na inovação, unindo a educação profissional e tecnológica ao setor produtivo. Integrando esses centros à Embrapii, ampliamos as oportunidades de pesquisa aplicada, fortalecendo a indústria e contribuindo para o desenvolvimento regional”, afirmou o ministro.
Expansão da Rede Embrapii e Seus Impactos
Alvaro Prata, presidente da Embrapii, destacou que a expansão da rede reforça a relevância das instituições públicas de ensino como parceiras estratégicas da indústria brasileira. “A presença crescente dos Institutos Federais na rede Embrapii fortalece a capacidade do Brasil de transformar conhecimento em inovação. Essas instituições estão intimamente ligadas ao desenvolvimento regional e aos desafios produtivos do país, facilitando a criação de soluções tecnológicas para as empresas”, declarou Prata.
Desde a sua fundação, a Embrapii já apoiou 3.982 projetos de inovação em colaboração com 2.709 empresas, totalizando R$ 7,8 bilhões investidos em PD&I (valores atualizados pelo IPCA). Neste modelo, os investimentos são compartilhados: em média, 34% vêm da Embrapii, 49,9% das empresas e 15% das unidades de pesquisa.
Com os novos credenciamentos, a rede vinculada ao MEC agora conta com 16 Institutos Federais. Essa expansão resulta em um total de 46 Unidades Embrapii em instituições ligadas ao Ministério da Educação, representando assim metade da totalidade da rede credenciada, fortalecendo ainda mais o potencial de inovação no Brasil.
