A Cultura Brasileira em Transformação
No último sábado (21/3), durante o programa ‘EM Minas’, da TV Alterosa e Portal Uai, a gestora cultural Eliane Parreiras compartilhou sua rica trajetória no cenário cultural brasileiro, que abrange quase 30 anos de experiências tanto no setor público quanto no privado. Ao assumir a diretoria-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Parreiras reflete sobre os desafios e conquistas que marcaram sua passagem pela Secretaria Municipal de Cultura, onde desempenhou um papel fundamental em iniciativas como a revitalização do Museu de Arte da Pampulha.
“É um convite irrecusável”, afirmou Parreiras, referindo-se à sua nova posição, destacando que sua carreira tem sido uma constante transição entre essas duas esferas. Para ela, as visões provenientes do setor público e privado são complementares, oferecendo uma abordagem única para a gestão cultural. “Esses olhares diversos são intrigantes e podem resultar em grandes avanços na cultura local”, observou.
Após quase quatro anos na Secretaria Municipal de Cultura, Parreiras expressou seu forte apego ao municipalismo, um conceito que, segundo ela, tem o potencial de transformar a gestão territorial no Brasil. “Foi um período enriquecedor, mas a proposta de retornar à iniciativa privada era uma oportunidade imperdível”, comentou, mostrando-se animada com os novos desafios.
Conquistas e Desafios na Gestão Cultural
Questionada sobre o que ficou pendente em seu tempo à frente da Cultura, Parreiras respondeu de forma sincera: “Sempre há algo a se desejar. A gestão pública enfrenta uma série de obstáculos, desde orçamentos restritos até os complexos processos de controle. Entretanto, conseguimos algumas vitórias significativas, que em breve serão divulgadas pelo prefeito”.
O Museu de Arte da Pampulha, que aguarda por uma reforma há anos, é uma das grandes paixões de Parreiras. “Fortalecer o Conjunto Moderno da Pampulha sempre foi uma das minhas metas. Agora, conseguimos lançar o edital de licitação para a obra, com um investimento estimado em quase R$ 30 milhões, que permitirá recuperar e ampliar acessibilidade ao espaço”, revelou a gestora, vislumbrando um futuro onde o museu esteja totalmente integrado ao programa de expansão cultural da cidade.
Transição para a Iniciativa Privada
Sobre sua transição para o setor privado, Parreiras destaca que os desafios são distintos, mas igualmente relevantes. “Na gestão privada, a sustentabilidade e o monitoramento são aspectos cruciais. Apesar das diferenças, a interconexão com outros atores culturais permanece forte, o que é essencial para o fortalecimento das iniciativas artísticas”, ressaltou.
Iniciando sua carreira no Museu de Arte da Pampulha, Parreiras teve um percurso diversificado que incluiu posições no Palácio das Artes e em diversas instituições culturais. “Cada uma dessas experiências contribuiu para meu crescimento e entendimento das complexidades da cultura em Minas Gerais”, comentou, ao refletir sobre sua trajetória.
O Palácio das Artes: Um Ícone Cultural em Ascensão
Ao ser questionada sobre o aproveitamento do Palácio das Artes, ícone cultural do estado, Parreiras não hesitou em exaltar sua importância. “O Palácio das Artes é uma potência, servindo como um centro de exibição, criação e formação. É essencial que continue a ser uma referência nacional e um espaço de atuação cultural significativo”, afirmou.
Ela também expressou sua esperança de que, ao longo da Avenida Afonso Pena, novas parcerias sejam estabelecidas para que o Palácio das Artes possa ocupar um papel ainda mais proeminente na cena cultural da cidade. “É fundamental que todos os governos se comprometam com o investimento e a sustentabilidade deste patrimônio público”, concluiu.
