Evento Promove Conscientização sobre Epilepsia
No dia 28 de março, Cuiabá será palco do evento gratuito “Desmitificando a Epilepsia – Informação Também É Cuidado”, uma iniciativa do médico neurologista Bruno Gumiero. O encontro ocorrerá no Parque Tia Nair, e visa combater a exclusão social e profissional enfrentada por aqueles que vivem com a epilepsia. A ação também celebra a campanha Março Roxo, que busca aumentar a conscientização mundial sobre a doença.
Programado para começar às 15h30, o evento conta com o apoio da vereadora Paula Calil (PL) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Durante a programação, serão montadas cinco tendas com profissionais da saúde, prontos para esclarecer dúvidas e oferecer orientações sobre a epilepsia. Além disso, pessoas que convivem com a condição estarão presentes para compartilhar suas experiências pessoais.
Segundo dados da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), cerca de 65 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela epilepsia. Mesmo com esse número expressivo, ainda existem muitos estigmas em torno da condição, como destacou Gumiero. “Quando a sociedade se une para desmistificar a doença, coisas boas acontecem. Quero, junto a outros profissionais, criar um evento anual em Cuiabá e em todo o Mato Grosso, para que possamos nos aproximar da população e fornecer informações precisas. Já existem iniciativas semelhantes em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, mas aqui no nosso estado ainda não tínhamos começado, então queremos avançar com essa organização”, afirmou.
Desmistificando o Preconceito
O neurologista enfatizou que o preconceito relacionado às crises convulsivas é um dos principais obstáculos enfrentados pelas pessoas com epilepsia. O objetivo do evento é promover a inclusão e o convívio social dessas pessoas. “Os empregadores costumam hesitar em contratar indivíduos com epilepsia por medo de complicações legais. Imagine a angústia de ser excluído por amigos e colegas de trabalho devido a uma convulsão? É por isso que precisamos desmistificar esse tema”, ressaltou Gumiero.
A epilepsia, conforme definiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma doença crônica do cérebro, caracterizada pela predisposição a convulsões espontâneas. As causas podem ser diversas, incluindo fatores genéticos, lesões cerebrais, infecções ou até mesmo causas desconhecidas.
O neurologista destacou que um acompanhamento médico adequado pode ajudar a identificar se o desenvolvimento cerebral da pessoa contribuirá para a diminuição das convulsões. Gumiero reiterou que com um tratamento adequado, é possível levar uma vida plena e funcional. “Cerca de 80% dos pacientes com epilepsia conseguem um bom controle das crises e uma qualidade de vida satisfatória, exercendo suas profissões e vivendo normalmente. A maioria das epilepsias que surgem na infância tende a ser autolimitada, ou seja, as convulsões podem cessar quando o cérebro atinge a maturidade e consegue controlar a desorganização cerebral”, finalizou.
