Queda no Preço da Cesta Básica
Após um período de sucessivas altas, a cesta básica em Cuiabá apresentou um leve alívio na última semana de fevereiro. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), o preço médio dos mantimentos recuou 1,5%, alcançando R$ 786,37. Em comparação a igual período do ano anterior, houve uma retração ainda mais significativa de 2,95%, já que no mesmo mês de 2023 o valor da cesta era de R$ 810,28.
De acordo com a análise realizada pelo IPF-MT, essa variação nos preços, tanto semanal quanto anual, sugere que a inflação alimentar está moderada, proporcionando um respiro no orçamento das famílias, especialmente em relação ao mesmo período de 2025.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ressalta que a queda semanal representa um alívio temporário para os cuiabanos no que diz respeito à alimentação. “Essa diminuição oferece um alívio pontual e estimula o consumo, já que sete dos 13 produtos analisados na cesta básica mostraram redução de preços”, afirmou Júnior.
Itens que Contribuíram para a Redução
Entre os itens que tiveram queda significativa no preço, a batata se destacou, apresentando uma redução de 13,26%. Após uma sequência de aumentos no início do mês, o produto passou a ter uma variação negativa, atribuída ao aumento da oferta no mercado, influenciada pela diminuição das chuvas e pela retomada das colheitas.
Outro alimento com queda foi o tomate, que registrou uma diminuição de 8,91%, custando R$ 6,36/kg na última semana de fevereiro. Essa redução nos preços pode ser explicada pela qualidade dos frutos disponíveis, uma vez que, apesar do aumento na oferta durante o período chuvoso, muitos tomates apresentam manchas e danos, pressão que acaba forçando os preços para baixo.
Divergência nos Preços da Cesta Básica
Enquanto alguns itens apresentaram quedas acentuadas, outros continuam a subir, mesmo com condições climáticas semelhantes. Isso evidencia a dinâmica diferenciada entre os produtos da cesta básica, que mantém pressões pontuais sobre o preço médio semanal.
Um exemplo disso é o feijão, que continua com alta nos preços, apresentando um aumento semanal de 2,81%, alcançando um custo médio de R$ 6,90/kg. A menor produção, associada a dificuldades climáticas e à redução da área plantada, desacelerou a colheita e diminuiu a oferta, o que contribui para essa elevação no preço.
A análise da cesta básica em Cuiabá, portanto, mostra um cenário misto: enquanto alguns alimentos oferecem alívio aos consumidores, outros continuam a pressionar o custo de vida para as famílias. É fundamental que as famílias fiquem atentas a essas variações para melhor planejarem suas compras e controlarem o orçamento em tempos de inflação.
