A Revolução da IA no Setor de Software
A inteligência artificial generativa se destaca como a tecnologia com o crescimento mais acelerado na história, superando até mesmo a popularização de computadores pessoais e da internet. De acordo com o estudo ‘The Rapid Adoption of Generative AI’ (2024), realizado pela Harvard Business School, essa velocidade de adoção tem um impacto direto no mercado de trabalho. As empresas enfrentam a pressão de integrar processos inovadores para não ficarem obsoletas. Pesquisas, como a ‘State of Digital Adoption’ (2024), revelam que instituições que não investem em transformação digital podem perder, em média, US$ 1,14 milhão semanalmente em produtividade. Este cenário não afeta apenas os resultados financeiros das empresas, mas também força os profissionais do setor a se atualizarem constantemente para se manterem relevantes.
Atualmente, aproximadamente 92% dos empregos na área de tecnologia demandam reskilling e upskilling, conforme indicado pelo relatório ‘The Transformational Opportunity of AI on ICT Jobs’, 2024. Essa busca por qualificação se intensificou após a pandemia, quando o trabalho remoto elevou os padrões para quem busca destacar-se no mercado de trabalho. Uma das inovações que emergiu nesse contexto é o vibecoding, uma técnica que permite a programadores gerar códigos a partir de descrições em linguagem natural, usando LLMs. No entanto, essa abordagem deve ser utilizada com cuidado, já que códigos gerados por inteligência artificial podem apresentar vulnerabilidades a ataques cibernéticos, como alerta o estudo ‘AI vs Human Code Generation Report’ (2025).
Reestruturação das Empresas de Software
Diante desse cenário de transformação, empresas de desenvolvimento de software estão se adaptando para atender à crescente demanda por digitalização. A solução encontrada por muitas delas é a combinação da velocidade proporcionada pela inteligência artificial com a supervisão de profissionais experientes. Nesse modelo, os desenvolvedores utilizam os códigos gerados pela IA como ponto de partida, garantindo, ao mesmo tempo, o controle sobre o produto final.
Um exemplo dessa abordagem é a NextAge, uma empresa paranaense de desenvolvimento de software que criou uma metodologia inovadora, mesclando a utilização de IA com a expertise humana. Juliano Haus, co-fundador e diretor-executivo da NextAge, afirma que esse método não apenas acelera o processo de entrega, mas também impulsiona o desenvolvimento profissional da equipe. ‘Com a inserção de ferramentas de IA em nosso fluxo, conseguimos trabalhar com mais agilidade e oferecer soluções criativas fruto de uma nova perspectiva’, explica Haus.
Democratização da Transformação Digital
A NextAge vai além da inovação em processos; a empresa adota um modelo de ‘Service as a Software’, buscando tornar a transformação digital acessível a empresas de todos os tamanhos, e não apenas a grandes corporações. Essa abordagem, baseada em uma assinatura mensal, possibilita que organizações de variados portes tenham acesso a tecnologia avançada sem necessidade de altos investimentos iniciais, que costumavam ser um obstáculo para pequenas e médias empresas. Com o modelo de IA Agêntica, a cobrança é feita não por hora, mas por resultados e tokens, o que derruba as barreiras financeiras que tradicionalmente impediam a competição no ambiente digital. ‘Estamos criando uma ponte para que pequenas e médias empresas também possam avançar na corrida tecnológica. Com nosso modelo de assinatura de AI Units, elas passam a ter acesso a recursos antes disponíveis apenas para grandes empresas, pagando apenas pelo que utilizam’, ressalta Haus. Essa democratização é uma resposta necessária a um mercado que, segundo a Universidade de Xangai (2022), indica que 92% das PMEs consideram a transformação digital fundamental para seus negócios.
