Integração e Valorização Cultural no Sintep-MT
Entre os dias 19 e 22 de fevereiro, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) realizou o XIX Congresso Estadual, reunindo educadores de 15 polos regionais e 142 municípios. Este evento se destacou não apenas pelos debates sobre políticas educacionais, mas também pela valorização cultural, por meio de apresentações de grupos folclóricos, músicos independentes e talentos de estudantes da educação pública.
A secretária de Cultura do Sintep-MT, Lucineia Goveia, enfatizou a relevância de dar espaço aos novos talentos, promovendo a interação entre o ambiente escolar e as deliberações do sindicato. “Fazer educação com qualidade requer incentivar a cultura e o protagonismo dos estudantes”, afirmou Goveia, ressaltando que a educação deve ser um processo integrado que combine conhecimento, diversão e arte.
Riqueza Cultural e Críticas ao Sistema Educacional
A abertura das atividades culturais foi marcada pela apresentação do grupo de dança Flor Ribeirinha, que trouxe uma amostra da riqueza da cultura regional, conhecida por seus ritmos vibrantes que ultrapassam fronteiras. O grupo já conquistou prêmios em palcos internacionais, incluindo na Polônia, Coreia do Sul, Turquia e Bulgária, fazendo uma bela exibição de Siriri e Cururu, danças típicas cuiabanas.
Além das performances artísticas, o Congresso também proporcionou um espaço para críticas bem-humoradas às políticas educacionais. Durante os intervalos das discussões, a professora Geisa, personagem criada pelo humorista Eduardo Butakka, animou o público com piadas que abordavam os desafios enfrentados nas escolas. As suas observações sobre a gestão escolar, como as Escolas Cívico-Militares e a falta de respeito à carreira dos servidores, foram recebidas com risadas e aplausos pela plateia.
Educação Musical como Ferramenta Transformadora
No contexto de integração entre profissionais e estudantes, o maestro e professor Odenil Seba, da Escola Estadual José Leite de Moraes em Várzea Grande, apresentou atividades que utilizam a música como um instrumento de transformação na educação. “A música é uma ferramenta auxiliar na prática pedagógica e no ensino”, afirmou Seba, destacando como as artes podem enriquecer o aprendizado.
O grupo cultural teve a oportunidade de realizar duas apresentações marcantes. O primeiro espetáculo contou com uma orquestra de violinos, formada por 16 alunos do 7º ao 9º ano, que animaram o público com clássicos do pop internacional e músicas regionais, criando um clima vibrante antes do início dos debates. Em seguida, o coral Vésper encantou com a performance de 40 meninas, abrangendo alunos desde o 5º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, que apresentaram um repertório nostálgico dos anos 60 e 70, incluindo uma canção autoral do maestro Odenil que enalteceu as diversas regiões do Brasil.
Experiência Musical durante o Evento
Durante os quatro dias de congresso, o público também teve a chance de conhecer Gabriel Amadeu, um cantor e compositor que traz à tona as tradições do modão de viola e do sertanejo universitário. As performances musicais se estenderam até os momentos das refeições, que ocorreram em um ambiente acolhedor, repleto de clássicos da MPB interpretados por artistas locais como Jamaica e Waguinho, Raul Fortes e Camerata, Uba Meireles, e outros convidados.
