Vigilância e Cuidados com Bebidas Alcoólicas
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu um alerta nesta sexta-feira (13) sobre o risco de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, especialmente em um período como o Carnaval, quando o consumo tende a aumentar consideravelmente. Apesar de não haver novos casos confirmados de intoxicação por metanol em Mato Grosso há mais de um mês, as autoridades continuam a intensificar as ações de monitoramento e vigilância.
Desde novembro até dezembro de 2025, o Estado registrou seis casos confirmados de intoxicação, resultando em quatro óbitos. Em resposta a essa situação, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) descobriu a presença de metanol em 11 lotes de whisky apreendidos. Os lotes identificados foram: LKVV6434, LKVV0636, LKVV2865, LKVV4792, LKVV7186, LKVV3017, LKVV4083, LKVV5373, LKVW0158, LKVW0027 e LKVW1413. Avaliações laboratoriais revelaram que alguns destes lotes continham até 35% de metanol, o que é extremamente prejudicial à saúde.
Menandes Alves de Souza Neto, responsável técnico pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Mato Grosso (Cievs), enfatizou a importância de a população ficar atenta durante as festividades. “Apesar de não existir um surto ativo, é crucial que todos consumam bebidas alcoólicas apenas de estabelecimentos autorizados e evitem produtos sem rótulo ou de origem duvidosa”, alertou.
O especialista ainda ressaltou que preços muito abaixo do mercado ou a falta de identificação clara de lote e fabricante devem ser motivo de desconfiança. Em caso de sintomas como visão turva, dor abdominal intensa, tontura ou confusão mental após o consumo, a orientação é buscar imediatamente atendimento em uma unidade de saúde.
Orientações e Resposta Rápida
As autoridades pedem que o consumidor verifique atentamente o rótulo, lote e data de fabricação antes de consumir qualquer bebida alcoólica. Denúncias de estabelecimentos que comercializem produtos suspeitos podem ser feitas através do Fale Cidadão. “Para garantir o pronto atendimento, os antídotos necessários foram disponibilizados em pontos estratégicos, permitindo que casos suspeitos sejam tratados a tempo em todo o Estado”, complementou Menandes.
A atuação integrada para o monitoramento de intoxicações por metanol envolve várias entidades, como o Cievs, a Superintendência de Vigilância em Saúde, o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), além das vigilâncias municipais e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox Cuiabá). Essa colaboração é essencial para garantir respostas rápidas e uma boa coordenação entre os serviços de saúde.
O Cievs lidera a investigação de casos, orientando profissionais sobre as ações clínicas necessárias e os exames a serem realizados. Além disso, aciona o Lacen para análises laboratoriais e busca suporte especializado junto ao Ciatox Cuiabá. A SES, por meio da Vigilância Sanitária Estadual, também coordena inspeções em estabelecimentos e produtos, em parceria com as Vigilâncias Sanitárias Municipais, Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Adicionalmente, a SES conta com a colaboração da Politec para as análises laboratoriais das bebidas apreendidas, reforçando a importância de medidas preventivas. O Cievs atualiza frequentemente o Painel de Monitoramento para garantir que a população e a imprensa tenham acesso a informações precisas e atualizadas sobre os casos de intoxicação por metanol.
