Proposta do Governo para Aquisição do Hospital
O governo do estado de Mato Grosso apresentou uma oferta de R$ 25 milhões à vista para assumir definitivamente a administração da Santa Casa de Cuiabá. Essa proposta será oficialmente protocolada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que ainda está aberto a receber novas ofertas. Contudo, o estado tem prioridade na aquisição, a menos que o governo federal manifeste interesse em entrar na disputa.
No final de janeiro, a Santa Casa recebeu duas propostas de aquisição. A primeira foi do Instituto Evangelístico São Marcos, de São Paulo, que ofereceu R$ 40 milhões. A segunda veio da Prefeitura de Cuiabá, que apresentou uma proposta de R$ 30 milhões. Todas essas ofertas, no entanto, estão aquém do valor necessário para saldar as dívidas trabalhistas da instituição, que totalizam R$ 78,2 milhões.
Valores em Jogo e Débitos da Instituição
De acordo com informações do governo estadual, a nova proposta de R$ 25 milhões leva em conta não apenas o valor atual, mas também cerca de R$ 34 milhões que já foram repassados ao TRT durante a requisição administrativa. Esses valores foram utilizados para reduzir os débitos trabalhistas da antiga gestão do hospital.
A Santa Casa está sob requisição administrativa desde 2019, após a gestão municipal ter enfrentado dificuldades significativas em sua administração. Naquele período, o governo estadual assumiu a unidade e reabriu os atendimentos à população, esforços que foram muito elogiados pela comunidade local.
Futuro da Santa Casa e do Hospital Central
Com a recente inauguração do Hospital Central, o governador já havia indicado que não havia intenção de manter a Santa Casa como parte da estrutura hospitalar permanente do estado. Essa decisão provoca a expectativa de uma reestruturação na oferta de serviços de saúde.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, atualmente, 70% dos serviços prestados na Santa Casa já estão programados para serem transferidos para o Hospital Central. Entretanto, os atendimentos em oncologia e a hemodiálise pediátrica continuarão a ser realizados na Santa Casa, uma vez que não há alternativas viáveis disponíveis na rede pública para esses serviços específicos.
