Inclusão Cultural em Maringá
No distrito de Iguatemi, em Maringá, Paraná, a iniciativa ‘Artes no CEU – Arte e Transformação’ está unindo arte, educação e cidadania em um programa gratuito que abrange oficinas, cursos e apresentações nas áreas de circo, teatro, dança, música, artes visuais e cinema. Este projeto, realizado pela Cirqueridum Escola de Circo e Artes, teve início em fevereiro e foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Com uma programação que se estenderá por dez meses, as atividades são voltadas para crianças, jovens e adultos. As inscrições para oficinas de circo, dança de rua (breaking) e teatro, destinadas a estudantes de 6 a 14 anos, estão abertas até 23 de fevereiro, sem custo. Para mais detalhes, os interessados podem acessar o Instagram do projeto: @artesnoceuiguatemi.
A diretora da Cirqueridum e idealizadora do Artes no CEU, Evelin Coelho, destacou a importância de políticas culturais inclusivas que transformem espaços públicos em locais de criação e aprendizado. “O projeto revitaliza o CEU das Artes de Iguatemi, criando oportunidades, reduzindo desigualdades e fortalecendo a cultura como um pilar para um desenvolvimento territorial justo e sustentável”, afirmou. A proposta visa democratizar o acesso às artes e fomentar a produção artística local, permitindo que todos desfrutem de experiências culturais ricas.
Impacto na Comunidade Local
Segundo Evelin, a iniciativa busca especialmente estimular o acesso à cultura pela população local, com ênfase nos jovens. “Embora a cultura seja um direito fundamental, ela ainda está concentrada em áreas com maior poder aquisitivo. Em Iguatemi, as opções de atividades artísticas são limitadas, especialmente para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade”, explicou. O projeto assegura acesso gratuito e contínuo às artes, com apresentações quinzenais de circo, teatro, dança, música, cinema e exposições, além de oficinas que priorizam públicos historicamente excluídos. A acessibilidade será garantida, permitindo que pessoas com deficiência participem das atividades.
A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Cecília Sá, afirmou que a iniciativa em Iguatemi é um modelo de como o programa ‘Territórios da Cultura’ procura transformar o CEU das Artes em um espaço vivo de cidadania. “Através da Política Nacional Aldir Blanc, asseguramos que os recursos cheguem aos pontos mais necessitados, garantindo a sustentabilidade e a qualidade técnica de nossos equipamentos culturais”, declarou. O intuito é que esses locais ofereçam não apenas infraestrutura, mas também conteúdo transformador, tornando a fruição cultural um direito acessível a todos.
Financiamento e Sustentabilidade
Aprovado no edital municipal da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto ‘Artes no CEU’ recebeu um investimento de R$ 300 mil para executar atividades artísticas e culturais ao longo de dez meses. Para Evelin, a Aldir Blanc desempenhou um papel crucial na viabilização da proposta. “Essa política, ao incentivar a cultura em contextos vulneráveis, permite a implementação de uma gama diversificada de atividades no CEU das Artes de Iguatemi, garantindo a democratização do acesso cultural. Além disso, promove a valorização de artistas e grupos culturais locais, contribuindo para a economia criativa e criando oportunidades de profissionalização”, ressaltou.
“Ao alinhar-se a objetivos de inclusão e acessibilidade, o projeto garante que todos os cidadãos possam se engajar nas atividades propostas. Com isso, não só consolida a função do CEU das Artes como um espaço de convivência e formação crítica, mas também potencializa seu papel como agente de transformação social, fortalecendo a identidade local e promovendo a coesão comunitária”, concluiu Evelin.
