Iniciativa Inovadora para o Pantanal
O Instituto de Pesquisa do Pantanal (INPP) revelou, na última segunda-feira (2), em Cuiabá (MT), uma nova Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação voltada para a preservação deste importante bioma. Este documento, desenvolvido pela unidade de pesquisa ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), delineia estratégias para proteger a biodiversidade local e promover um desenvolvimento sustentável na região. O principal foco da agenda é a mitigação de riscos que ameaçam o Pantanal e a prevenção de desastres ambientais.
A apresentação da agenda coincidiu com o Dia Mundial das Áreas Úmidas, celebrado no mesmo dia, que em 2026 terá como temática “Áreas Úmidas e Conhecimento Tradicional: Celebrando o Patrimônio Cultural”. O intuito é enfatizar a necessidade de integrar ciência, saberes tradicionais e políticas públicas para a proteção de ecossistemas que são fundamentais para a biodiversidade, o equilíbrio climático e o bem-estar humano.
Pesquisas e Planejamento até 2035
O INPP está investindo em pesquisas para aprofundar o mapeamento do Pantanal e desenvolver práticas de preservação eficazes. A agenda proposta apresenta uma análise prospectiva do território, organizada em quatro dimensões: estado atual, estado de transição, estado futuro e estado de ação. Esse planejamento se estende até o ano de 2035, buscando soluções práticas e sustentáveis.
Leandro Battirola, diretor do INPP, enfatizou a relevância da conservação do Pantanal para garantir a segurança hídrica, reduzir o impacto de eventos climáticos extremos e assegurar a segurança alimentar. O diretor também destacou o papel vital desse bioma na proteção de outros ecossistemas que dependem dele.
Comemorações e Conexões Históricas
O evento de lançamento da agenda não apenas celebrou o Dia Mundial das Áreas Úmidas, mas também marcou o aniversário da assinatura da Convenção de Ramsar, de 1971, que é o tratado ambiental mais antigo voltado para a conservação e uso sustentável desses ecossistemas. O Brasil se tornou signatário do tratado em 1993, com a ratificação ocorrida em 1996, e possui áreas reconhecidas como sítios Ramsar no Pantanal, incluindo o Parque Nacional do Pantanal de Mato Grosso.
Com essa nova agenda, o MCTI e o INPP buscam fortalecer a colaboração entre diferentes setores da sociedade e garantir um futuro mais sustentável para o Pantanal, um dos maiores e mais importantes ecossistemas do planeta.
