Precipitações Elevadas Favoráveis à Colheita
De acordo com os analistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) e com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês de janeiro de 2026 tem se destacado por altos volumes de chuvas em Mato Grosso. Nos últimos 15 dias, as medições de chuva variaram entre 90 mm e 150 mm. Apesar dos índices expressivos, eles foram inferiores aos registrados no mesmo período da safra anterior, o que possibilitou um avanço na colheita da soja em um ritmo superior à média histórica e ao observado na safra passada.
Conforme analisou o Imea, “esse cenário favoreceu o andamento dos trabalhos em campo”. Ademais, a projeção do NOAA para a última semana de janeiro prevê volumes de precipitação entre 45 mm e 65 mm na maior parte do estado, o que pode continuar a beneficiar as atividades agrícolas.
No que diz respeito à análise de médio prazo, o modelo Ensemble Mean indica anomalias negativas na precipitação para fevereiro, estimadas entre 1 e 2 mm por dia. Se essa previsão se confirmar, deverá contribuir para o avanço das máquinas e, consequentemente, reduzir as perdas relacionadas a grãos avariados. Para março, a expectativa é que as chuvas retornem à normalidade, uma condição que, segundo o Imea, “tende a favorecer o desenvolvimento do milho de segunda safra”.
Na data de hoje, 30 de janeiro, o Imea deve atualizar os dados sobre o progresso da colheita.
Incremento no Esmagamento de Soja em 2025
O Imea revelou que, em dezembro de 2025, Mato Grosso esmagou 1,10 milhão de toneladas (t) de soja, representando uma alta de 9,02% em relação a dezembro de 2024. Com isso, o total de esmagamento ao longo de 2025 mostrou um aumento de 2,58% comparado a 2024, alcançando 13,01 milhões de t, o que é 15,44% acima da média dos últimos cinco anos.
Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade de esmagamento das indústrias no estado, que cresceu 4,21% em comparação a 2024. Além disso, houve uma maior demanda por óleo de soja em Mato Grosso, em virtude do aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 15% a partir de agosto de 2025, o que também contribuiu para esses números positivos.
Sobre a margem bruta de esmagamento, em 2025 ela se manteve em média em R$ 549,53/t, o que representa um aumento de 31,88% em relação a 2024, sustentada pela valorização do óleo de soja, que observou alta de 27,37% no comparativo anual. Por fim, para 2026, o Imea projeta que o esmagamento de soja continuará em ascensão, atingindo 13,24 milhões de t.
