Investigação Revela Detalhes Surpreendentes
No mês de setembro do ano passado, a Justiça do Estado de Mato Grosso determinou a prisão preventiva do ex-secretário de Saúde, que se viu no centro de uma investigação que chocou a população. As ordens judiciais, que incluíam mandados de busca e apreensão em sua residência e em seu gabinete, foram emitidas com o respaldo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) após apurações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
O ex-secretário, que foi exonerado no dia seguinte à operação, voltou a exercer seu cargo como vereador pouco depois. As investigações da polícia começaram no último dia 18, quando um micro-ônibus da secretaria municipal foi interceptado próximo ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O veículo, destinado ao transporte de pacientes para tratamento médico na capital, estava carregado com impressionantes 52 kg de cocaína, escondidos em caixas de supermercado no bagageiro.
Tanto o motorista quanto os passageiros foram levados à Central de Flagrantes, onde prestaram depoimentos e foram liberados em seguida. Um laudo toxicológico confirmou a presença da substância ilícita apreendida. O cerne das investigações revelou que o ex-secretário, identificado como Serenini, teria solicitado a troca de alguns pacientes horas antes da viagem, além de ter estado na Unidade Básica de Saúde (UPA) e estabelecido contato com o motorista na noite anterior para discutir a troca do veículo.
Durante o desenrolar das investigações, surgiram denúncias indicando que Serenini teria eliminado imagens do sistema de monitoramento da unidade. As autoridades apreenderam o equipamento, que foi periciado, revelando a exclusão de parte das gravações, o que levanta questões sobre possíveis tentativas de obstruir a justiça.
A liberação do ex-secretário, após as investigações, gerou reações diversas na população local, refletindo preocupações sobre a corrupção em cargos públicos e a utilização de recursos públicos para fins ilegais. Especialistas alertam que casos como esse reforçam a necessidade de uma maior fiscalização e transparência nas ações de secretários e gestores públicos, principalmente em áreas tão sensíveis como a saúde.
