Desafios da Hanseníase em Mato Grosso
Com mais de 4 mil casos registrados em 2024, a hanseníase continua a ser um significativo desafio para a saúde pública no Brasil. Apesar dos avanços no controle da doença, ela ainda representa um problema de saúde relevante, especialmente em áreas como Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pode durar entre seis meses e um ano, dependendo da gravidade da enfermidade.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é o principal ponto de acesso para diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Profissionais de saúde nessas unidades são capacitados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade. Caso não sejam tratados a tempo, esses sintomas podem levar a complicações sérias. Quando necessário, os pacientes são direcionados a Centros de Referência em Hanseníase, que oferecem tratamento mais especializado e acompanhamento contínuo para casos mais complexos.
Campanha Janeiro Roxo e Conscientização
A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase ganhou destaque especialmente durante o Janeiro Roxo, uma iniciativa nacional do Ministério da Saúde. Essa campanha visa sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, quando diagnosticada a tempo, pode ser tratada de forma eficaz, evitando complicações e o estigma social.
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa campanha, sublinhando seu papel essencial em despertar a sociedade para a relevância da prevenção e do diagnóstico precoce. Importante ressaltar que a hanseníase é uma doença de notificação compulsória, ou seja, todos os casos diagnosticados devem ser registrados e comunicados por profissionais de saúde, contribuindo assim para a controle e erradicação da enfermidade.
Atenção Especializada e Ações Regionais
No estado de Mato Grosso, seis municípios contam com Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que proporcionam tratamento para hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. Além disso, o Hospital Regional de Colíder iniciou atendimentos especializados em 2025, ampliando a rede de assistência disponível para a população.
Cidades de todo o estado estão implementando ações em alusão ao Janeiro Roxo, reforçando a importância do diagnóstico precoce. Essas atividades incluem campanhas informativas, eventos educativos e orientações direcionadas à população. Em Várzea Grande, por exemplo, as Unidades de Saúde da Família (USF) estão promovendo ações de conscientização, avaliações clínicas, buscas ativas e diagnósticos, facilitando o acesso da comunidade ao tratamento necessário.
Aripuanã está organizando o Dia D de Combate à Hanseníase, programado para o dia 24 de janeiro, onde profissionais de saúde orientarão a população, identificarão sinais suspeitos e encaminharão casos para acompanhamento e tratamento, se necessário.
Em Sinop, as ações englobam atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas também incluem a capacitação de novos profissionais de saúde que atuarão na Atenção Primária à Saúde, fortalecendo a rede de atendimento.
