Grandes Números e Expectativas na Femoda
Na manhã desta quarta-feira, 21, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, esteve presente na cerimônia que marca a abertura da 18ª edição da Femoda, a maior feira de moda do Centro-Oeste. O evento, que acontece no Centro de Eventos do Pantanal e se estende até o dia 23 de janeiro, é promovido pela Associação dos Representantes Comerciais de Mato Grosso (ASSOREP-MT) e conta com o apoio institucional do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa.
Durante a abertura, Max Russi enfatizou a relevância da Femoda para o desenvolvimento econômico do estado, ressaltando o compromisso do Parlamento em apoiar iniciativas que fortaleçam o setor produtivo local. “Nós, da Assembleia Legislativa, temos orgulho de apoiar iniciativas como a Femoda, que movimentam a economia, fortalecem o varejo e contribuem diretamente para a geração de empregos e renda no estado”, declarou o presidente da ALMT, evidenciando também o potencial do evento para estimular o comércio.
Expectativa de Vendas e Oportunidades de Negócios
A feira, que se estende por três dias, traz à tona a força do setor, reunindo mais de 450 marcas nacionais e atraindo aproximadamente 1.700 lojistas de diversas regiões do Brasil. A expectativa para esta edição é superar R$ 55 milhões em volume de negócios. O presidente da ASSOREP, Alexandre Giacometti, revelou que a feira é exclusiva para lojistas e representantes, criando um ambiente propício para negociações diretas com executivos e diretores comerciais das principais marcas do país. “Este é um espaço estratégico onde os participantes têm acesso antecipado a lançamentos e tendências do mercado”, afirmou.
Alex Rabelo, membro da ASSOREP e um dos idealizadores da Femoda, também destacou a importância do apoio governamental para a realização do evento. “Não seria possível promover uma feira dessa magnitude sem o apoio da Assembleia Legislativa, por meio do presidente Max Russi, que sempre esteve ao lado do setor comercial do nosso estado”, observou.
Diálogo sobre Revisões Gerais Anuais entre Governo e Servidores
Na mesma manhã do evento, outra importante questão política emergiu na Assembleia Legislativa. O primeiro-secretário, deputado estadual Dr. João (MDB), defendeu que o Governo do Estado apresente uma proposta de diálogo com os servidores públicos sobre o pagamento escalonado das Revisões Gerais Anuais (RGAs) que estão em atraso. De acordo com Dr. João, o Estado enfrenta limitações financeiras para arcar de uma só vez com os 19,52% reivindicados pelos servidores.
“A construção de um acordo passa pelo reconhecimento das limitações orçamentárias do Executivo e pela busca de uma solução que seja viável para ambos os lados”, sugeriu o parlamentar. Ele enfatizou que é vital realizar um diálogo aberto sobre os 19% pendentes, uma vez que isso pode levar a uma solução mais equilibrada, especialmente se o pagamento ocorrer de forma parcelada ao longo de alguns anos.
Discussão sobre Reposições Inflacionárias
Essa discussão ocorre em um momento crítico, antes da votação do projeto que prevê a reposição inflacionária de 4,26%, um índice referente ao IPCA de 2025. Essa proposta será analisada pelos deputados estaduais em uma sessão marcada para esta quarta-feira, às 15h. Mesmo com o índice apresentado pelo Executivo, servidores públicos mobilizam-se na Assembleia Legislativa exigindo um reajuste maior, que considere as perdas acumuladas durante anos anteriores, especialmente no período da pandemia, quando aumentos salariais e RGAs foram congelados devido a uma lei federal.
Além disso, os deputados estaduais Janaína Riva (MDB) e Lúdio Cabral (PT) revelaram a intenção de apresentar emendas ao projeto do governo para viabilizar o pagamento das RGAs atrasadas. Entre as alternativas discutidas, destaca-se a possibilidade de destinar parte do excesso de arrecadação em relação ao previsto na Lei Orçamentária.
Ao longo do dia, parlamentares e representantes do Governo devem se reunir para aprofundar a discussão sobre a questão, enquanto os servidores acompanham de perto a tramitação da proposta e mantêm sua mobilização no Parlamento estadual.
