Continuidade nos Atendimentos da Santa Casa
O Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou nesta segunda-feira (19) que a Santa Casa de Misericórdia permanecerá em funcionamento, mesmo com a inauguração do Hospital Central, que iniciou hoje os atendimentos gradual para urologia e pediatria. “A Santa Casa não vai fechar, eu asseguro que não vai fechar. Nenhum atendimento lá foi interrompido. Muitos dos atendimentos que são realizados lá migrarão para esse hospital [Central]”, garantiu o secretário em entrevista à TV Centro América.
Figueiredo complementou que algumas especialidades que são atualmente oferecidas na Santa Casa serão transferidas para a nova unidade, mas que muitas atividades continuarão a ocorrer na instituição. “Vamos transferindo gradativamente as atividades de lá [da Santa Casa para o Hospital Central]. Tem atividades que não deixarão de ser na Santa Casa”, destacou.
Questões Financeiras e Venda da Santa Casa
A venda da Santa Casa é vista como uma medida crucial para saldar dívidas trabalhistas e fiscais que totalizam cerca de R$ 48 milhões. O futuro comprador terá a obrigação de realizar um depósito judicial de 25% do valor da proposta aprovada em até 48 horas após a homologação da venda, enquanto os restantes 75% precisam ser pagos em até cinco dias após a conclusão da requisição administrativa feita pelo Estado. No início do ano passado, um edital foi publicado pela Justiça do Trabalho para a venda da instituição, mas até agora não houve uma finalização desse processo.
Recentemente, o Instituto São Lucas apresentou uma proposta de R$ 20 milhões para a aquisição do imóvel, que está atualmente em análise pela Justiça do Trabalho.
Propostas para a Aquisição da Santa Casa
Na última semana, o deputado Júlio Campos (UB) sugeriu que os deputados estaduais se unam para destinar R$ 1,3 milhão cada um para a compra do prédio da Santa Casa, deixando a gestão do hospital sob a responsabilidade da Prefeitura de Cuiabá. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Campos foi visto dialogando com o prefeito Abilio Brunini (PL), mencionando sua intenção de levar a proposta à Assembleia Legislativa do Estado.
A ideia de que a gestão municipal assumisse a administração do hospital já havia sido levantada anteriormente pelo próprio prefeito Abilio Brunini, que havia tentado articular essa proposta com a Justiça do Trabalho, mas a iniciativa não avançou.
