Líder político de cinco décadas deixa legado significativo
O ex-ministro Raul Jungmann faleceu neste domingo, 18 de março, em Brasília, aos 73 anos, após lutar contra um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde ocupava a posição de diretor-presidente. Um desejo de Jungmann será cumprido: seu velório ocorrerá em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Nascido em Pernambuco, Raul Jungmann dedicou mais de cinquenta anos de sua vida à vida pública brasileira. Ao longo de sua carreira, ocupou importantes cargos, incluindo os de vereador e deputado federal. Além disso, foi ministro em quatro pastas durante os governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, atuando nas áreas de Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.
Em 2022, Jungmann assumiu a presidência do Ibram com uma visão inovadora para o setor mineral. Sua gestão foi marcada por uma busca incessante por transformar a mineração, priorizando a sustentabilidade e o compromisso social. Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do Ibram, ressaltou a importância do trabalho de Jungmann, que, segundo ela, fortaleceu o instituto em um período crítico, promovendo um ciclo de diálogo, visão estratégica e integridade.
O legado de Raul Jungmann vai além de sua atuação política; ele deixa uma marca indelével na forma como a mineração é percebida e administrada no Brasil. Sua trajetória mostra um compromisso com a justiça social, a sustentabilidade e o desenvolvimento do setor mineral, refletindo uma visão que poderá influenciar gerações futuras.
