Desafios Climáticos Impactam a Produção
Mato Grosso continua sendo o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2025/2026, mesmo com os ajustes na projeção de produção revelados pelo 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na última quinta-feira (15). Segundo o relatório, a expectativa é que o estado colha aproximadamente 107,9 milhões de toneladas, mantendo uma posição estratégica no país. Essa leve redução, que representa um recuo de 4% em relação à safra recorde do ano anterior, é influenciada por fatores climáticos e queda na produtividade.
A área cultivada em Mato Grosso chegou a 22,76 milhões de hectares, o que traduz um crescimento de 2,1% em comparação com a safra anterior. Essa expansão reafirma a importância do estado na região Centro-Oeste, que é responsável por quase metade da produção brasileira de grãos. A soja permanece como a principal cultura, com uma expectativa de colheita de 48,6 milhões de toneladas, sustentando assim o desempenho geral do estado.
O Sorgo e a Busca por Culturas Mais Estáveis
Entre os grãos cultivados em Mato Grosso, o sorgo se destaca com uma previsão de aumento de 13,5% na produção. Esse crescimento é impulsionado pela busca dos agricultores por uma cultura de segunda safra que seja mais estável e menos dependente de condições climáticas, especialmente em um cenário de incertezas e redução na janela de plantio.
A Conab aponta que a irregularidade climática durante o ciclo produtivo é um dos principais fatores que levarão a uma redução de 4% na produção deste ano em relação ao anterior. Apesar das chuvas acima da média registradas em dezembro, o boletim ressalta que houve períodos de estresse hídrico e térmico, os quais impactaram negativamente o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.
Produtividade e Desempenho do Milho e Algodão
Embora haja um aumento na área plantada, a produtividade por hectare apresenta uma diminuição de 5,9%, caindo para 4,7 toneladas por hectare. Isso resulta em um volume total colhido menor. O milho, especialmente na segunda safra, também mostra sinais de retração na produtividade, enquanto o algodão enfrenta uma redução tanto na área plantada quanto no rendimento. Essa situação é influenciada por custos elevados e uma menor atratividade econômica para os produtores.
