O Papel de Tarcísio e Michelle na Política Brasileira
A política, em sua essência, não se resume a postagens nas redes sociais ou a provocações para as câmeras. Enquanto muitos ‘especialistas’ virtuais perdem tempo atacando aliados, figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas demonstram a importância da articulação política para proteger quem realmente importa. Recentemente, a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a denominada ‘Papudinha’ (Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da PM) serve como um claro exemplo de que a diplomacia ainda é mais eficaz que o barulho vazio.
Ao analisarmos a situação à luz da realidade, a prisão de Bolsonaro revela-se um erro judicial. Desde a acusação até a condenação de 27 anos, o processo parece mais uma piada de mau gosto para quem avalia os fatos de forma honesta. Estamos diante de uma evidente perseguição, onde o sistema tenta cercear uma liderança popular. No entanto, queixar-se nas redes sociais não soluciona a situação. A verdadeira saída para a injustiça está na política, que requer inteligência, paciência e um plano bem definido.
Tarcísio: O Governador que Prioriza Resultados
É inegável que existe um setor da direita que se fixa em conflitos desnecessários. Este grupo critica Tarcísio de Freitas por não se envolver em disputas públicas com os ministros do STF. Essa visão, no entanto, é um erro de análise. Tarcísio é o chefe do Executivo do Estado mais relevante do Brasil, não um influenciador digital que busca engajamento por meio de polêmicas. Sua função é a administração e a construção de relações em Brasília para garantir resultados palpáveis.
As matérias publicadas por veículos como o jornal Metrópoles e a Revista Oeste mostram que Tarcísio agiu da maneira correta, como um verdadeiro estadista. Ele intensificou suas atividades em segundo plano, dialogando com ministros e líderes de diferentes poderes. O objetivo não era discutir ideologias, mas apresentar dados concretos sobre o risco à saúde de Bolsonaro. Tarcísio enfatizou que, após a queda sofrida na prisão e os laudos que indicam uma vulnerabilidade clínica permanente, a situação se transformou em uma questão humanitária.
Ao cultivar um bom relacionamento com o STF, Tarcísio garante que sua voz seja ouvida. Se ele tivesse queimado todas as pontes para agradar aqueles que buscam intrigas na internet, não teria canais abertos para interceder pela saúde do ex-presidente. Criticar Tarcísio pela sua postura diplomática é, além de injusto, um erro estratégico que enfraquece o nosso grupo.
Michelle Bolsonaro e a Importância do Diálogo
De maneira semelhante, Michelle Bolsonaro tem enfrentado críticas infundadas por sua busca por diálogo. Ao se reunir com o ministro Gilmar Mendes, o decano da Corte, ela relatou a grave situação de saúde de seu marido. Michelle não está ‘conspirando’ ou ‘traindo princípios’, como alegam alguns críticos. Na verdade, ela está cumprindo o papel de uma esposa e líder que luta pela vida do companheiro.
As condições na cela da Polícia Federal eram insuportáveis para um homem da idade de Bolsonaro e com seu histórico de saúde. O ruído constante do ar-condicionado, a falta de luz solar e o completo isolamento configuram formas de tortura tanto psicológica quanto física. Michelle compreendeu que, para sensibilizar o tribunal em relação à necessidade de uma prisão domiciliar humanitária, era crucial dialogar com quem possui o poder de decisão.
Ainda que o objetivo final — a liberdade de Bolsonaro — não tenha sido completamente alcançado, a transferência para a Papudinha já representa uma vitória considerável. Nesse novo ambiente, Bolsonaro terá acesso a médicos, fisioterapia e, mais importante, à luz do sol. Essa mudança é vital para o bem-estar mental e físico de um preso. O sucesso de Michelle e Tarcísio em promover essa mudança se deu por meio de articulação, não por meio de gritos sem sentido.
Unidade e Coesão: O Caminho para a Vitória
O grande desafio enfrentado pela direita atualmente é a chamada ‘briguinha de ego’. Há grupos que parecem preferir ter razão nas plataformas digitais a ver Bolsonaro recuperando sua liberdade. Essas divisões atacam Michelle e Tarcísio por motivos puramente ideológicos ou por uma inveja do protagonismo que eles exercem. É fundamental reconhecer que cada um possui um papel específico. Aqueles que criticam pela internet desempenham uma função importante, mas quem atua na política institucional precisa de espaço para negociar.
Desmerecer Tarcísio e Michelle neste momento é fornecer um presente ao adversário que deseja ver Bolsonaro sucumbindo na prisão. Quando a direita se fragmenta e começa a ‘cancelar’ suas próprias lideranças, facilita o trabalho de quem pretende nos desmantelar. A união em torno de figuras que estão realmente realizando ações práticas é a única via para a vitória.
Bolsonaro não deveria estar atrás das grades. As questões em torno da tornozeleira e os alegados riscos de fuga são explicações frágeis para justificar uma punição política. Contudo, enquanto não se obtém a liberdade plena, devemos celebrar e apoiar cada passo rumo a um tratamento digno e humano. Se continuarmos a trabalhar de forma coordenada, sem picuinhas e ataques internos, as chances de que Bolsonaro conquiste a prisão domiciliar aumentam significativamente.
Reflexão sobre a Maturidade Política
É hora de parar de ouvir influenciadores que lucram com a discórdia e a divisão. Analisemos a realidade: a condição de Bolsonaro na PF era alarmante. Michelle e Tarcísio tomaram atitudes. Eles usaram as ferramentas disponíveis — diálogo, argumentos técnicos e diplomacia — para melhorar a situação do líder que defendem.
A política requer habilidade para lidar com o que é viável. Se realmente desejamos ver Bolsonaro em casa, precisamos de pessoas prontas para sentar à mesa de negociações, não apenas de indivíduos que gritam nas calçadas. Tarcísio e Michelle não precisam de críticas destrutivas; eles precisam de apoio. Eles estão certos em buscar diálogo, manter canais abertos e focar no que é prático.
O verdadeiro adversário é o sistema que injustamente perseguiu o ex-presidente, não o governador que faz o possível para salvá-lo ou a esposa que luta pela saúde dele. É necessário aprender a diferenciar entre estratégia e traição. Com união e apoio, a justiça será feita. Com divisão e egoísmo, apenas teremos vídeos de indignação, enquanto nosso líder continua a sofrer as consequências de uma condenação que beira à injustiça.
