Um panorama sobre a competitividade e a inclusão social em Mato Grosso
CUIABÁ – Mato Grosso conquistou um importante avanço no cenário nacional, agora ocupando a 2ª posição entre os estados com menor desigualdade de renda no Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado subiu uma posição em relação ao levantamento anterior de 2024, ficando apenas atrás de Santa Catarina, que lidera essa categoria. A desigualdade de renda é um dos 16 indicadores que compõem o pilar de Sustentabilidade Social, onde Mato Grosso aparece em 9º lugar nacionalmente.
Dentre os principais fatores que colocam o estado entre os menos desiguais está a força da economia local, impulsionada principalmente pelo agronegócio. Essa atividade tem atraído investimentos, favorecido o surgimento de agroindústrias e contribuído para uma das menores taxas de desemprego do país, além de reduzir a dependência de programas sociais, como o Bolsa Família.
Para César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, o desempenho de Mato Grosso na redução da desigualdade de renda reflete um crescimento econômico acompanhado de esforços em inclusão social. “O ranking evidencia que a sustentabilidade social está diretamente ligada à competitividade. A redução das vulnerabilidades promove uma maior participação da população no mercado de trabalho, fortalece o capital humano e amplia o mercado consumidor”, pontuou.
O estado também apresenta avanços em índices educacionais e na qualificação da mão de obra. Essas iniciativas, promovidas tanto pelo governo estadual quanto pelo setor privado, por meio de instituições como o Senac, Senar e Senai, têm contribuído significativamente para a melhoria dos indicadores sociais.
No geral, Mato Grosso se mantém na 10ª posição entre os 10 pilares analisados no estudo, que incluem Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação. O estado destaca-se também em outras áreas: ocupa a 3ª posição em solidez fiscal, 3ª em capital humano, e é o 1º em volume de crédito, um indicador que mede a capacidade de financiamento da economia e acesso a recursos para investimento e consumo.
O pilar de Sustentabilidade Social é um dos mais relevantes do ranking e avalia a atuação dos governos na redução das vulnerabilidades sociais ao longo da vida da população. Essa metodologia vai além da renda, considerando fatores como saúde, condições de moradia, saneamento básico, proteção à infância e promoção do trabalho decente. O objetivo é avaliar até que ponto o estado consegue criar condições que ampliem a autonomia dos cidadãos e garantam acesso a direitos fundamentais.
Outro aspecto notável de Mato Grosso é sua solidez fiscal. O estado está entre os três melhores do Brasil, ao lado do Espírito Santo e do Maranhão. Esse indicador analisa a capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário e liquidez. Um bom desempenho fiscal aumenta a credibilidade do estado e sua capacidade de investimento público, criando um ambiente mais propício para negócios e atração de investimentos privados.
No que diz respeito ao Potencial de Mercado, Mato Grosso se destaca especialmente pelo volume de crédito, onde ocupa a liderança nacional. Esse indicador é crucial, pois reflete o maior acesso ao financiamento, uma condição essencial para o crescimento das empresas, expansão do consumo e dinamização da economia.
As perspectivas de crescimento da força de trabalho também posicionam Mato Grosso como um dos estados com melhores previsões de expansão econômica a longo prazo.
