Motivo de um ato lamentável
Um jovem de 21 anos confessou à polícia, no último sábado (3/1), ter matado seu filho de apenas 2 anos por asfixia. O crime ocorreu em Sorriso, cidade localizada a 420 km de Cuiabá, no Mato Grosso. A informação foi divulgada pelo g1 local.
Segundo relatos do autor, ele agiu impulsionado por um profundo sentimento de raiva após visualizar uma foto da ex-companheira ao lado de um novo amigo. A situação desencadeou um descontrole emocional que culminou em um ato irreversível.
Premeditação e desespero
As investigações realizadas pela polícia indicaram que o crime foi premeditado. O suspeito deixou uma carta de despedida, na qual expressava sua intenção de assassinar a criança, em razão da dificuldade em aceitar o fim do relacionamento, que ocorrera cerca de duas semanas antes do incidente.
Em sua confissão, o homem detalhou que sufocou o menino sob a falsa justificativa de lhe dar um abraço. Após o ato, tentou também tirar a própria vida. Na residência do pai, foram encontradas 12 munições de calibre .380, contudo, nenhuma arma foi localizada até o momento.
O desfecho trágico
A criança chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, devido à gravidade de seu estado, foi transferida para o Hospital Regional, onde, infelizmente, não resistiu aos ferimentos. A mãe do menino confirmou aos policiais que havia terminado o relacionamento com o suspeito recentemente e iniciado um novo vínculo, o que, segundo ela, pode ter sido o fator que despertou a fúria do ex-companheiro.
Consequências legais
Em entrevista ao g1, a delegada Layssa Crisóstomo, responsável pelo caso, informou que o homem foi preso e passou por audiência de custódia no domingo (4/1). Ele enfrentará acusações de homicídio triplamente qualificado, incluindo agravantes relacionados ao motivo fútil, à idade da vítima, que era menor de 14 anos, e à relação de paternidade com a criança.
“A sociedade tem testemunhado um aumento da egocentricidade nas relações interpessoais. Muitas vezes, indivíduos que não conseguem lidar com o fim de um relacionamento são capazes de atos extremos, como tirar a vida de uma criança inocente”, lamentou a delegada.
