Reflexões sobre os Avanços e Desafios na Luta contra a Violência de Gênero
O fechamento de 2025 nos traz à mente um cenário misto: embora tenhamos testemunhado progressos significativos, também somos confrontados com a realidade dolorosa de vidas perdidas devido ao feminicídio. Como primeira-dama de Mato Grosso, e mais importante ainda, como mulher, mãe e cidadã, não posso deixar este ano passar sem reconhecer a dor que cada assassinato de mulher causa. Cada vida ceifada representa uma família despedaçada, histórias truncadas e um vazio que nenhuma política pública pode preencher completamente.
Nos últimos anos, o Governo do Estado implementou diversas ações concretas voltadas para a proteção das mulheres. Iniciativas como o programa SER Família Mulher, o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha e a colaboração entre as redes de assistência social e segurança pública são exemplos tangíveis de políticas que surgiram do compromisso em cuidar, acolher e proteger. Esses avanços trazem resultados reais e salvam vidas, mas ainda assim, são insuficientes enquanto houver uma única mulher que viva sob ameaça, violência ou morte.
Para 2026, é essencial que o ano se torne mais justo. Um tempo em que a atenção às mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade, medo ou silêncio seja intensificada. A necessidade de avançar não se limita à ampliação de programas; é crucial promover uma transformação na mentalidade coletiva, fortalecer as instituições e garantir uma aplicação rigorosa das leis.
É comum ter a sensação de que estamos lutando contra uma onda implacável de violência que se repete, e isso requer de nós uma postura firme e corajosa. Cada perda de mãe, filha, irmã ou amiga devido à violência é um lamento profundo que não pode ser reduzido a meras estatísticas. É necessário que essas tragédias inspirem indignação responsável e ações contínuas, além de decisões firmes que assegurem que tais tragédias não se repitam.
Gostaria de expressar minha gratidão sincera a todos que compõem a rede de apoio que trabalha incansavelmente pela proteção das mulheres. Agradeço aos policiais, delegados e delegadas, à Secretaria de Segurança Pública, ao comandante-geral e às equipes da Patrulha Maria da Penha, além de todos os profissionais envolvidos nessa missão vital. Obrigada por se unirem a nós nesta luta.
Esse desafio não é exclusivo de Mato Grosso; representa uma realidade que permeia todo o Brasil. Enfrentar essa questão exige união, responsabilidade e um comprometimento coletivo inabalável. É importante ressaltar também o trabalho da senadora Margareth, autora de legislações fundamentais para a proteção de mulheres e crianças, que representam verdadeiros avanços na defesa da vida e da dignidade.
Neste último dia do ano, reafirmo meu compromisso pessoal e institucional. Continuarei a lutar por cada mulher e por cada vida, independentemente das circunstâncias que nos cercam.
