A evolução da tecnologia no jornalismo da RMC
Comemorar 60 anos de história é um marco significativo para a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), que decidiu revisitar seu passado para mostrar como a tecnologia evoluiu ao lado do jornalismo mato-grossense. Nesta série especial, a emissora compartilha a trajetória que começou com a transmissão em preto e branco, passando pelas fitas analógicas, até alcançar as câmeras robóticas e drones que são parte do jornalismo multiplataforma contemporâneo.
A reportagem mergulha nos bastidores da produção televisiva, trazendo à tona relatos de profissionais que contribuíram para essa transformação. Repórteres, cinegrafistas, editores e equipes de engenharia e tecnologia compartilham a experiência de acompanhar as mudanças e garantir que a informação chegue com excelência às casas dos telespectadores.
A revolução na captação de imagens
Na primeira parte da série, a evolução da captura de imagens é o foco principal. Desde as primeiras câmeras utilizadas na antiga TV de Cuiabá, que eram grandes e pesadas, até os equipamentos modernos, controlados remotamente, a mudança é perceptível. Hoje, essas lentes são responsáveis por levar diariamente os telejornais ao público com mais agilidade e qualidade de imagem.
Atualmente, a programação da TV Centro América se destaca com mais de 17 horas semanais de conteúdo local. O público é despertado com o Bom Dia Mato Grosso, acompanha o MT1 no almoço, se informa com o MT2 à noite e se conecta a programas como Globo Esporte e Campo do Agro, que ressaltam a identidade e realidade do estado.
Uma trajetória longa até o sinal digital
Contudo, a jornada rumo ao sinal digital foi repleta de desafios. Na inauguração da emissora, as gravações eram feitas com filmadoras semelhantes às utilizadas no cinema, exigindo que o material fosse revelado antes da transmissão. O Telejornal Canal 4, o primeiro telejornal de Cuiabá, representa uma época em que, apesar das limitações, os equipamentos utilizados eram os mais modernos do mercado.
O avanço na tecnologia começou a se intensificar no final da década de 1970, com a chegada das primeiras câmeras de vídeo, que revolucionaram a produção jornalística. Cinegrafistas veteranos recordam a transição das câmeras com cabos e fitas para equipamentos mais leves e portáteis, e, posteriormente, totalmente digitais. A edição, que antes era linear e consumia um tempo considerável, deu espaço para ilhas digitais, ampliando as possibilidades criativas e diminuindo o tempo de produção.
Inovações que encurtam distâncias
Nos últimos anos, a tecnologia tem encurtado ainda mais as distâncias. Cartões de memória de alta capacidade, câmeras compactas, celulares e drones fazem parte do cotidiano das equipes. Assim, imagens aéreas e gravações em alta resolução, juntamente com transmissões dinâmicas, ajudam a narrar desde grandes eventos até as histórias cotidianas dos mato-grossenses.
A continuidade da essência do jornalismo
Embora a tecnologia tenha mudado ao longo do tempo, a essência do jornalismo na RMC permanece a mesma. Ao longo de seis décadas, a emissora enfrentou gerações, transformou seu equipamento e reimaginou seus processos, sempre com o objetivo de levar informações de qualidade aos lares regionais. Essa trajetória é marcada por pioneirismo, evolução e um jornalismo realizado por pessoas que, diariamente, constroem a história de Mato Grosso.
Olhando para o futuro, a RMC continua a inovar e se adaptar, sempre comprometida com a verdade e a qualidade da informação, fundamentais para o trabalho público e a formação de uma sociedade bem-informada.
