Indústria Soja em Crescimento no Mato Grosso
As indústrias de Mato Grosso alcançaram um marco significativo em 2025, esmagando 11,91 milhões de toneladas de soja, conforme apontado no relatório de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Imea. Esse volume representa 23,4% de toda a soja produzida no estado, que atingiu a impressionante marca de 50,89 milhões de toneladas na safra 2024/25.
Segundo o balanço anual do Imea, a safra de 2024/25 se consolidou com números recordes. A área total cultivada chegou a 12,8 milhões de hectares, refletindo um aumento de 3,47% em comparação à safra anterior. A produtividade também teve um aumento expressivo, alcançando 66,29 sacas por hectare, o que representa um crescimento de 27%. Esses dados indicam uma evolução notável do setor agropecuário mato-grossense, que vem rompendo o estigma de um estado sem uma indústria forte.
Por outro lado, os produtores enfrentam desafios, como a queda na cotação da soja, que recuou 3,3%, estabelecendo-se em R$ 113. Essa desvalorização é influenciada por estoques elevados no mercado. Em contrapartida, as exportações de soja apresentaram um desempenho positivo, com um aumento de 26,26% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 31,11 milhões de toneladas. Esses dados demonstram uma resiliência significativa do setor, mesmo diante de um ambiente desafiador.
Crescimento da Margem Bruta e Arrecadação Fiscal
Conforme informações do Imea, as indústrias de Mato Grosso também observaram um crescimento de 32% na margem bruta de esmagamento da soja, estimada em R$ 550,39 por tonelada. Essa valorização foi impulsionada, em grande parte, pelo aumento no preço do óleo de soja, que subiu 27,35% em relação a 2024. Essa tendência positiva indica não apenas a força da indústria local, mas também sua capacidade de adaptação às condições de mercado.
Além disso, dados da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) revelam que, até outubro deste ano, a cultura da soja gerou uma arrecadação de R$ 315,85 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Esse tributo é aplicado tanto na comercialização da soja dentro do estado quanto em transações destinadas a outras regiões do país. Esses números refletem a relevância econômica que a soja tem para o estado, impulsionando as finanças públicas.
No mesmo período, o ICMS gerado pela fabricação de óleos vegetais refinados (exceto óleo de milho) somou R$ 132 milhões, enquanto a produção de óleos vegetais em bruto gerou R$ 111 milhões. O Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que é cobrado para garantir a isenção do ICMS nas exportações, totalizou R$ 2,25 bilhões. Esses dados mostram como o agronegócio continua a ser uma pedra angular da economia mato-grossense, contribuindo de maneira significativa para o desenvolvimento e a arrecadação do estado.
